Férias aumentam risco de ataques cibernéticos às empresas, alertam especialistas
O período de férias costuma ser marcado por viagens, descanso e mudanças na rotina das empresas. O que muitos gestores não percebem, porém, é que essa época também amplia os riscos de ataques cibernéticos. Equipes reduzidas, maior volume de trabalho remoto e colaboradores acessando sistemas corporativos a partir de hotéis, aeroportos e redes públicas criam um cenário favorável à atuação de criminosos digitais.
Segundo o head de cibersegurança da Skyone, Bruno Caldas, os períodos de férias registram aumento nas tentativas de roubo de credenciais, campanhas de phishing, ataques de ransomware e fraudes relacionadas ao turismo, como falsas promoções de passagens, reservas de hotéis, programas de milhagem e despacho de bagagens.
“O período de férias não reduz o risco de ataques. Pelo contrário. Os criminosos sabem que muitas empresas operam com equipes menores e que há um aumento significativo de acessos remotos aos sistemas corporativos”, destaca.
Por que os riscos aumentam durante as férias?
A relação entre o período de férias e o aumento dos ataques cibernéticos está diretamente ligada às mudanças na rotina corporativa. Além da redução das equipes, muitos profissionais trabalham em locais externos, utilizando conexões menos seguras e dispositivos móveis para acessar informações sensíveis.
Outro fator que aumenta a vulnerabilidade é a diminuição das equipes responsáveis pela segurança da informação, o que pode atrasar a identificação e a resposta a incidentes.
Nesse cenário, qualquer descuido pode facilitar a ação dos criminosos, que exploram justamente momentos de menor vigilância para aplicar golpes digitais.
Além disso, os ataques tornaram-se mais sofisticados com o uso da inteligência artificial. Ferramentas de IA permitem criar mensagens falsas mais convincentes, e-mails personalizados e páginas fraudulentas capazes de enganar até usuários experientes.
Como proteger a empresa durante as férias
Para reduzir os riscos, as empresas podem adotar as seguintes medidas:
- manter sistemas operacionais e softwares sempre atualizados;
- utilizar autenticação em duas etapas;
- revisar os acessos concedidos aos usuários;
- realizar backups periódicos e testar sua recuperação;
- monitorar continuamente os ambientes corporativos;
- promover treinamentos sobre golpes digitais e boas práticas de segurança.
Também é recomendável que os colaboradores utilizem VPN ou a conexão móvel do próprio celular ao acessar sistemas da empresa, evitando redes Wi-Fi públicas em hotéis, aeroportos, cafeterias e outros locais de grande circulação.
Outras recomendações para os profissionais incluem:
- desconfiar de mensagens com promoções de viagens e reservas;
- não clicar em links sem verificar a origem;
- evitar acessar sistemas corporativos por redes públicas;
- manter computadores e celulares atualizados;
- nunca compartilhar senhas;
- comunicar imediatamente a empresa em caso de perda ou roubo de equipamentos.
“Segurança da informação não depende apenas de tecnologia. Ela exige planejamento, processos bem definidos e pessoas preparadas para identificar riscos no dia a dia”, acrescenta Bruno Caldas.
Colaborador
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