Hora de definir
A disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 ainda é um emaranhado de indefinições. Chegamos ao último dia das convenções partidárias com uma série de dúvidas sobre como se dará a corrida pelo Palácio Tiradentes. O imbróglio é percebido tanto na direita quanto na esquerda. Ambos os espectros políticos demonstram que ainda não definiram claramente qual é o plano para o Estado nos próximos quatro anos, o que é preocupante diante do cenário político, econômico e fiscal do Brasil e do mundo.
Minas Gerais não pode ser palco de indecisões. Uma das maiores economias do Brasil e detentor de riquezas naturais incalculáveis, como os minerais críticos que estão no foco de vários países, o Estado merece ser tratado com mais cuidado pela classe política. Mais do que alianças eleitorais, distribuição de cargos ou cálculos relacionados à disputa nacional, os mineiros precisam conhecer os projetos que orientarão o próximo governo.
O futuro governador terá uma tarefa complexa. Precisará manter Minas em crescimento, melhorar o ambiente de negócios, ampliar a infraestrutura e garantir serviços públicos de qualidade. Em um momento de instabilidade mundial e de avanço do protecionismo, as empresas mineiras precisam se tornar mais competitivas. Os planos para enfrentar esse desafio, estimular investimentos e diversificar a economia já deveriam estar em discussão na sociedade.
Também será necessário reduzir as desigualdades entre as regiões mineiras. Enquanto algumas áreas concentram investimentos, infraestrutura e empregos qualificados, outras ainda enfrentam dificuldades para atrair empresas e assegurar oportunidades à população. Essa realidade exige políticas de desenvolvimento regional, qualificação profissional, inovação e melhoria da logística.
O próximo mandatário ainda terá de decidir e discutir se levará adiante a pauta de privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Outra questão é enfrentar, definitivamente, o problema da dívida com a União, sem comprometer a capacidade de investimento.
A campanha que se aproxima deve ser o espaço para esse debate. Minas não pode se limitar a desempenhar o papel de peça estratégica na disputa presidencial. O Estado precisa de candidatos capazes de apresentar prioridades e metas e fontes de recursos. É hora de discutir os caminhos para o desenvolvimento mineiro.
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