Inadimplência do aluguel em Minas Gerais sobe para 3,09% em junho e atinge segunda maior taxa do ano
A inadimplência de aluguel em Minas Gerais subiu 0,31 ponto percentual (p.p.), passando de 2,78% para 3,09% em junho. Esta é a segunda maior taxa do ano. No entanto, o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, recuou 0,48 p.p. na comparação anual e fechou abaixo da média nacional (3,2%) e acima do registrado na região Sudeste do Brasil (2,96%).
O diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, explica que o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”, diz.
De acordo com o levantamento, a região Sudeste apresentou uma variação negativa de 0,19% após registrar alta em maio. Nesse caso, os três tipos de imóveis tiveram queda no período, com destaque para as casas, com retração de 0,34 p.p., baixando de 3,62% para 3,28%.
Já os imóveis comerciais registraram uma retração de 0,26 p.p. na comparação mensal. Mesmo assim, esse grupo apresentou a maior taxa de inadimplência de aluguel em junho, com 3,9% no indicador. Os apartamentos fecharam junho com a menor taxa na região após o recuo de 0,25 p.p., atingindo 2,02% no IIL.
No recorte por regiões do País, o Sudeste segue com a segunda menor taxa de inadimplência de aluguel, atrás apenas do Sul, que permanece com o menor índice, com 2,71%. Por outro lado, a região Nordeste permanece na liderança entre as maiores taxas, com 5,15% de inadimplência. Em seguida aparecem as regiões Norte e Centro-Oeste, com 4,3% e 2,85%, respectivamente.
Cenário nacional

Na análise por faixa de valor, em âmbito nacional, os imóveis comerciais de até R$ 1 mil apresentaram queda de 0,2 p.p., mas continuam com a maior taxa de inadimplência, com 7,4%, ficando acima da média. O estudo ainda pontua que a mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 6,27%.
Gonçalves avalia que os aluguéis mais baixos, em ambos os casos, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas. “Que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, acrescenta.
De forma geral, quase todas as faixas tiveram queda em junho deste ano, com exceção para os comerciais com aluguel de R$ 5 mil a R$ 8 mil, que encerraram com leve alta de 0,11 p.p. e taxa de 3,9% no indicador. Já as faixas com menor inadimplência no período foram as de imóveis residenciais de R$ 3 mil e R$ 5 mil, com 1,68%; e comerciais de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 3,36%.
Os aluguéis com valores acima de R$ 13 mil ocupam a segunda posição no ranking de maior inadimplência, fechando junho com 4,63% para os comerciais e 5,42% para os residenciais. Apesar disso, ambos são resultados do recuo de 0,27 p.p. e 0,74 p.p., respectivamente.
O diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica explica que essa faixa acima de R$ 13 mil costuma concentrar um perfil de locatários formado por empreendedores, comerciantes e empresários. “Um público com renda familiar em geral três vezes maior que o aluguel, mas exposto a uma pressão real de carga tributária, giro mais fraco da economia e crédito caro. Enquanto esse cenário persistir, deve puxar essa taxa de forma significativa”, analisa.
Já na análise por tipo de imóvel no Brasil, também foi possível observar queda nos três segmentos em junho. Os comerciais seguem com maior taxa, de 4,19%, mesmo com queda de 0,2 p.p. em relação a maio. As casas registraram queda de 0,24 p.p., fechando em 3,45%. Já os apartamentos tiveram uma retração de 0,19 p.p., ficando com 2,16% de inadimplência.
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