Inadimplência de aluguel em Minas volta a cair em abril após dois meses de alta
A taxa de inadimplência de aluguel em Minas Gerais voltou a registrar queda em abril, após dois meses consecutivos de alta, fechando em 2,88%. De acordo com dados da plataforma Superlógica, o Estado apresentou uma redução de 0,42 ponto percentual (p.p.) no Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) em relação a março deste ano, quando o indicador foi de 3,3%.
O resultado estadual encerrou abaixo da média nacional e da região Sudeste do Brasil, que foram de 3,18% e 2,94%, respectivamente. O diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, ressalta que esse recuo ainda não deixa clara uma tendência de queda em Minas.
Ele explica que a inadimplência do aluguel responde menos à variação mensal e mais ao comportamento da renda real e do mercado de trabalho. “Enquanto o endividamento das famílias seguir em patamar elevado e o orçamento doméstico continuar comprimido, oscilações de curto prazo não significam reversão de tendência”, afirma.
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No caso do Sudeste, a região registrou uma queda de 0,2 p.p., ficando com a segunda menor taxa do País, atrás apenas da região Sul (2,65%). Além disso, os três tipos de imóveis analisados tiveram redução da inadimplência em abril, com destaque para os comerciais, que apresentaram recuo de 0,36 p.p. na comparação mensal.
Apesar dessa retração, os imóveis comerciais seguem liderando o índice de inadimplência, com taxa de 3,92%. Em segundo lugar aparecem as casas, com 3,2%, após queda de 0,35 p.p. em relação a março. Já os apartamentos recuaram 0,27 p.p., encerrando abril com taxa de 2%.
Cenário nacional

No cenário nacional, o destaque foi a região Nordeste, que registrou alta de 0,21 p.p. e segue no topo do ranking de inadimplência de aluguel, com taxa de 4,98%. Em seguida aparecem as regiões Norte (4,37%) e Centro-Oeste (2,97%). A primeira apresentou leve aumento de 0,08 p.p. no indicador, enquanto a segunda registrou queda de 0,2 p.p..
Na análise por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil continuam concentrando as maiores taxas de inadimplência do País, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56%, o que representa queda de 0,42 p.p. em relação ao mês anterior (5,98%). Já entre os imóveis comerciais, a redução foi de 41%, levando a taxa para 7% em abril.
Por outro lado, as locações residenciais entre R$ 3 mil e R$ 5 mil registraram inadimplência de 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais do País. A taxa dos imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil também segue em queda, passando de 6,01% em fevereiro para 5,83% em março e encerrando abril em 4,52%.
O levantamento destaca que, apesar da melhora, a faixa com valores superiores a R$ 13 mil ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.
Gonçalves avalia que os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. Ele pontua que a faixa de até R$ 1 mil segue pressionada, refletindo a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida.
No entanto, o especialista ressalta que os contratos de valor mais alto também exigem atenção. Isso porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. “Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, diz.
Na análise por tipo de imóvel, o levantamento nacional também registrou queda nos três segmentos em abril. A inadimplência dos apartamentos recuou 0,19 p.p., chegando a 2,11%. No caso das casas, a redução foi de 0,29 p.p., encerrando o período em 3,31%. Já o indicador dos imóveis comerciais, que vinha acumulando pressão nos meses anteriores, apresentou retração de 0,33 p.p., fechando em 4,21%.
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