Republicanos confirma candidatura própria ao governo de Minas após impasse com Cleitinho
Após o impasse com o senador Cleitinho Azevedo, o Republicanos confirmou que disputará as eleições para o governo de Minas Gerais. A ata assinada pelo presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, foi registrada na Justiça Eleitoral na madrugada desta quinta-feira (6). O nome que encabeçará a chapa, no entanto, ainda não foi confirmado.
O documento informa que o partido disputará os cargos de governador e vice-governador, além de senador e respectivos suplentes, com candidaturas próprias. No entanto, deixa em aberto a possibilidade de apoiar aliados caso não tenha dois nomes para a disputa ao Senado.
O principal nome para disputar o governo de Minas pelo Republicanos era o senador Cleitinho Azevedo. Hesitante, o político chegou a confirmar que seria pré-candidato, mas a demora em oficializar a intenção junto ao partido levou a legenda a informar, por meio de nota oficial, que não aguardaria mais sua decisão.
Depois disso, Cleitinho pediu desculpas aos correligionários e voltou a se declarar pré-candidato. Poucos dias depois, porém, voltou atrás novamente e anunciou que deixaria a disputa em razão do luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo. A novela ganhou mais um capítulo na última terça-feira (4), quando o senador interrompeu a convenção nacional do partido para pedir novamente que sua candidatura fosse mantida. A manifestação surpreendeu os dirigentes da legenda e foi repreendida pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.
A indefinição do senador sobre a disputa paralisou as negociações entre o Republicanos e partidos aliados. O União Brasil e o PL, por exemplo, tinham nomes para disputar o governo ou compor chapas como vice-governador e senador, mas a falta de uma definição por parte do Republicanos impediu o avanço das negociações.
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Nessa quarta-feira (5), porém, o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro definiu o nome do PL para a disputa ao governo de Minas: o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe.
Já nesta quinta-feira (6), o cenário da disputa pelo governo de Minas se desenha ainda mais. A federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP, retomou o apoio à candidatura do governador Mateus Simões (PSD), que sucedeu Romeu Zema (Novo) no comando do Estado.
Vale lembrar que, há menos de uma semana, o ex-secretário da Casa Civil de Minas Gerais Marcelo Aro (PP), até então cotado para disputar o Senado na chapa de Simões, rompeu com o governador para articular a própria candidatura ao Palácio Tiradentes.
A expectativa era de que, com a desistência de Cleitinho, Aro conseguisse o apoio do PL e do Republicanos para ser o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. Zema e Simões criticaram publicamente a articulação, e o plano acabou perdendo força após a escolha de Flávio Roscoe como candidato de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado.
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