Varejo de Minas Gerais cresce 8,3% e deve movimentar R$ 60,2 bilhões em 2026
Um levantamento do IPC Maps, plataforma especializada em analisar o potencial de consumo do varejo brasileiro (não alimentar), indica que as despesas das famílias em Minas Gerais em 2026 podem chegar a R$ 60,2 bilhões. O montante coloca o Estado na segunda posição do ranking nacional, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 150 bilhões em consumo potencial).
O valor é 8,3% maior em relação a 2025, quando o varejo mineiro consumiu R$ 55 bilhões, também ocupando a segunda colocação nacional no levantamento.
No âmbito nacional, o varejo brasileiro deverá atingir a marca de R$ 568,6 bilhões de consumo por parte das famílias, o que representa um acréscimo de 6,9%, abaixo do crescimento mineiro, em comparação ao ano passado.
Belo Horizonte (R$ 9,7 bilhões), Uberlândia (R$ 2,8 bilhões), Contagem (R$ 2,2 bilhões), Juiz de Fora (R$ 2,1 bilhões), Betim (R$ 1,3 bilhão), Uberaba (R$ 1,2 bilhão), Montes Claros (R$ 1,1 bilhão), Ribeirão das Neves (R$ 927 milhões), Divinópolis (R$ 850 milhões) e Ipatinga (R$ 820 milhões) são os maiores mercados consumidores do varejo em Minas.
“O crescimento do varejo em Minas Gerais foi superior ao da média nacional, pois enquanto o crescimento nominal médio do País foi de 7,3%, em Minas, este crescimento foi de 8,3%, o que coloca o Estado em evidência no cenário de consumo, não só devido ao desempenho superior, como pela quantidade de municípios do Estado, que permite que os empresários do setor possam se programar para explorar toda esta potencialidade”, disse o responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini.
Itens mais consumidos
O estudo do IPC Maps indica que a categoria de vestuário confeccionado é a campeã mineira e brasileira na preferência do consumidor. Somente no Estado, há previsão de R$ 21 bilhões em compras. No País, o setor responderá sozinho por R$ 194,4 bilhões.
Mobiliários e artigos do lar vão corresponder por R$ 13 bilhões em Minas e R$ 121,5 bilhões no Brasil. Fechando o TOP-3, estão os eletroeletrônicos, que levarão R$ 11 bilhões dos mineiros e R$ 118,1 bilhões do restante do País.
Os desembolsos com calçados podem representar R$ 78 bilhões do consumo nacional e R$ 8 bilhões no Estado; artigos de limpeza (Minas: R$ 4,6 bilhões/Brasil: R$ 42,7 bilhões); e jóias, bijuterias e armarinhos somam quase R$ 14 bilhões no País e R$ 1,4 bilhão em terras mineiras.
Maiores
No ranking nacional, as primeiras posições são ocupadas pelos estados de São Paulo (R$ 150,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 60,2 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 41 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 38,2 bilhões) e Paraná (R$ 37,5 bilhões).
Espaço para crescer
Ao comentar detalhes do levantamento do IPC Maps, Pazzini destacou um ponto importante sobre o potencial do varejo mineiro: que mesmo tendo crescimento, ainda há espaço para crescer, com novos pontos de venda espalhados pelos 853 municípios do Estado.
Minas Gerais teve um aumento médio de novos comércios de 4,8% entre abril de 2025 e abril de 2026. No mesmo período, a média nacional de pontos de venda inaugurados foi de 6,7%. O levantamento aponta que mais de 377 mil empresas atacadistas e varejistas foram criadas no período, totalizando atualmente 5,9 milhões de estabelecimentos no Brasil.
“Outro ponto que merece destaque é que o crescimento da quantidade de pontos de venda do comércio teve um crescimento abaixo da média nacional. Enquanto o crescimento médio nacional foi de 6,7%, em Minas Gerais este crescimento foi de 4,8%. Isso mostra que há espaço para abertura de novos pontos de venda no Estado, pois o crescimento maior do potencial de consumo da população deve abrir espaço para novos pontos de venda, com possibilidade de diferenciação e segmentação de mercado”, disse Pazzini
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