Agrion investe R$ 46 milhões em nova fábrica de fertilizantes em Frutal, com operação prevista para 2027
Unidade terá capacidade inicial de produção de 70 mil toneladas por ano, com previsão de início das operações em junho de 2027 e geração de 50 empregos
A Agrion Fertilizantes Especiais investirá R$ 46 milhões na construção de uma fábrica em Frutal, no Triângulo Mineiro, com previsão de início das operações no primeiro semestre de 2027. A unidade será instalada nas dependências da Cerradão Açúcar, Etanol e Bioenergia, em uma parceria entre as duas empresas. Com sede em Uberlândia, também no Triângulo, a Agrion busca ampliar sua capacidade produtiva e sua presença no mercado de fertilizantes.
Foto: Juan Victor Ferreira/ Agrion
A nova fábrica terá capacidade inicial de produção de 70 mil toneladas de fertilizantes por ano e utilizará resíduos da cadeia sucroenergética como parte das matérias-primas.
O plano de expansão da Agrion teve início em 2024, quando a empresa firmou um acordo com a norte-americana Pegasus Capital Partners, que viabilizou a participação do fundo de investimento Global Fund for Coral Reefs no negócio. O aporte de R$ 250 milhões prevê a construção de 10 fábricas nos próximos anos, além do fortalecimento do capital de giro e do desenvolvimento de novos produtos.
A pedra fundamental da fábrica foi lançada na quarta-feira (28). A unidade de Frutal será a terceira do plano de expansão da Agrion, com conclusão da primeira etapa prevista para junho de 2027. O empreendimento terá aproximadamente 6,5 mil metros quadrados de área construída e deverá gerar 50 empregos.
O projeto também prevê uma segunda etapa de expansão, que poderá elevar a capacidade produtiva para 205 mil toneladas de fertilizantes por ano e ampliar a geração de empregos para cerca de 90 postos de trabalho.
“A unidade fortalece nossa estratégia de expansão regional, aproximando a produção de fertilizantes dos principais polos agrícolas e ampliando nossa capacidade de atendimento às usinas sucroenergéticas e aos produtores rurais”, afirma o CEO da Agrion Fertilizantes, Ernani Judice.
Pedra Fundamental da fábrica de Frutal. Previsão de operação é em junho de 2027 | Foto: Juan Victor Ferreira/ Agrion
Produção nacional de fertilizantes
A implantação da fábrica em Frutal ocorre em um contexto de maior atenção à eficiência no uso de recursos, ao aproveitamento de resíduos e à produção nacional de fertilizantes. O Brasil ainda depende fortemente de insumos importados, enquanto o setor busca alternativas que permitam utilizar matérias-primas disponíveis no País.
A Agrion aposta na economia circular para ampliar a produtividade e atender à demanda do mercado interno por fertilizantes. O modelo utiliza subprodutos da indústria sucroenergética como matérias-primas para a fabricação dos insumos.
“Nosso diferencial está no modelo de negócios baseado na economia circular, em que transformamos subprodutos da indústria sucroenergética em fertilizantes de alto valor agregado. Isso representa uma oportunidade de gerar novas receitas para as usinas, ampliar a eficiência e a rentabilidade no campo e fortalecer a produção nacional de fertilizantes”, comenta Judice.
Agrion planeja construir 10 fábricas
De acordo com o CEO da Agrion, a empresa planeja construir 10 unidades industriais nos próximos anos, como parte de sua estratégia de expansão.
“Atualmente, temos a operação de Tupaciguara, em parceria com a Bioenergética Aroeira, e avançamos com os projetos de Ibirarema, em São Paulo, em parceria com a Enersugar e a novAmerica, e de Frutal, em Minas Gerais, com a Cerradão. Os próximos passos envolvem a conclusão dessas unidades, a ampliação da nossa capacidade produtiva e o desenvolvimento de novas parcerias estratégicas com usinas sucroenergéticas”, detalha.
Segundo a Agrion, a empresa vem cumprindo as metas estabelecidas para 2026, com o fortalecimento das operações existentes, a ampliação da presença comercial e os investimentos em expansão industrial.
“Para 2027, teremos um marco importante com a previsão de entrada em operação das unidades de Ibirarema e Frutal, que ampliarão significativamente nossa capacidade de produção e nosso alcance de mercado”, projeta Judice.
“Mais do que aumentar nossa capacidade industrial, queremos consolidar a Agrion como uma solução estratégica para o setor sucroenergético e para o agronegócio”, conclui.
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