No rumo desejável

Empresariado mineiro espera um novo mandato do presidente Lula com responsabilidade e equilíbrio fiscal

Empresários mineiros, pela voz das principais entidades que os representam, reagiram com alguma dose de surpresa com relação ao resultado do segundo turno da eleição presidencial. E, conforme já informou o Diário do Comércio, mostram-se preocupados com o ambiente de negócios, cobrando desde já o redirecionamento das políticas públicas e de governo. No essencial tem razão, sendo desejável que suas ponderações, independentemente de diferenças ideológicas, encontrem bons ouvidos em Brasília. No rumo desejável das soluções, do entendimento e da superação de divisões fomentadas num ambiente político acanhado e, talvez, sem visão adequada das grandes questões nacionais.

A consolidação do resultado da votação, sem que minimamente tenham prosperado as tentativas de retrocesso, abre espaços para o entendimento entre tantos quantos efetivamente priorizem resultados no entendimento de que é possível fazer mais e melhor. Em síntese, eis o entendimento da Associação Comercial de Minas que cobra para o novo mandato presidencial diálogo, responsabilidade e equilíbrio fiscal, traduzidos em avanços na economia, na segurança pública, na educação e na saúde. Tudo para que sejam criadas condições para o crescimento sustentável que resulte em melhorias nas condições de vida da população.

Simplesmente não há como em sã consciência pensar diferente ou desejar o contrário. E o mesmo se aplica ao posicionamento da Federação das Indústrias de Minas quando aponta que ao próximo governo cabe criar condições para que a iniciativa privada tenha como investir e produzir, o que exige “responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis e regras previsíveis”. Lembrando a importância de “sinais claros sobre a condução da política econômica”, orientada para resultados que o conjunto da população possa partilhar, a Fiemg apenas replica entendimento por suposto comum à maioria dos brasileiros.

Já a Federação da Agricultura e Pecuária diz esperar para o próximo mandato um diálogo “menos áspero” com o governo, reclama acesso mais direto aos centros de decisão e cobra qualidade e competência dos gestores públicos. Mas garante ter esperanças de que suas demandas sejam acolhidas, ressaltando que isso já ocorreu em outros mandatos de Lula, assim como na gestão de Dilma Rousseff.

Em síntese, e para concluir, caberia registrar que é da mais alta relevância a boa disposição do empresariado mineiro com relação ao próximo mandato presidencial, o que só reforça a possibilidade de que resultados desejáveis possam afinal ser alcançados.

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Diário do Comércio