Com a maior superfície de vinhedos plantada do mundo, Espanha mostra sua diversidade ao Brasil
Certa vez, perguntei no balcão de um supermercado em Barcelona por que um embutido era mais caro que o outro. A resposta veio direta: “porque é melhor”. Na tréplica, insisti: “e por que é melhor?” O senhor encerrou, sem pestanejar: “porque é ibérico.”
No caso dos vinhos, os espanhóis parecem dispostos a nos ensinar características geográficas e tradições que ajudam a entender toda a produção do país, a terceira maior do mundo, que vai muito além dos vinhos de Rioja.
Sim, eles defendem a excelência dos seus vinhos e têm motivos para isso. O país tem a maior superfície plantada, superando concorrentes de peso, como a França e a Itália, o que resulta em uma diversidade capaz de saciar todo tipo de paladar.
Na ProWine São Paulo, essa disposição estava bem clara. Algumas regiões, como a Comunidade Valenciana e Múrcia, entre outras, ocuparam estandes próprios, enquanto outras foram representadas por importadores.
Estreante, Castilla y León levou uma comitiva de 12 vinícolas à feira. A região reúne cerca de 84 mil hectares de vinhedos e mais de dez denominações de origem. É terra dos brancos em Rueda e de tintos à base de Tempranillo, em Ribera del Duero e Toro. Também abriga denominações como Bierzo, local de pequenas propriedades que mantém 75% do seu solo com a autóctone casta tinta Mencía.
Esta semana, a Câmara de Comércio Atlântico Sul promoveu degustação de vinhos de Rueda e da Catalunha, com diferenças marcantes na taça.
De Rueda, onde brilha a branca Verdejo, chegam vinhos aromáticos, frescos e com boa acidez. O Flor Innata Verdejo Sauvignon Blanc, com 90% da emblemática, é um vinho aromático, que equilibra a identidade da variedade espanhola com o caráter mais tropical da Sauvignon Blanc.
Já o Valdecuevas Verdejo 2024 aposta exclusivamente na casta emblemática. Traz aromas de frutas de caroço, como pêssego e damasco, frescor e a acidez equilibrada. A terceira amostra foi o Valdecuevas Verdejo, fermentado em barricas, safra 2023, de produção limitada. A madeira acrescenta nuances de baunilha, especiarias e de tostado, sem apagar os aromas frutados, como abacaxi.

Entre os tintos, a cooperativa Cellers Unió apresentou vinhos de duas regiões catalãs: Priorat e Montsant, os dois ainda sem importação no Brasil.
Do Priorat, uma das áreas vinícolas mais prestigiadas da Espanha, o Poboleda, feito apenas com Garnacha de vinhas de 20 a 25 anos, é fermentado em aço inoxidável e ovos de concreto, seguida de amadurecimento de quatro a seis meses nesses recipientes, sem passagem por madeira. É um tinto fresco, elegante e com toque mineral.
Já o Perlat Garnatxa, de Montsant, segue outro caminho: depois da vinificação em aço inoxidável, amadurece por, pelo menos, dez meses em barricas de carvalho. A madeira acrescenta complexidade a um vinho elaborado com 100% de Garnacha. Com taninos delicados, traz frutas vermelhas e negras frescas (como morango e amora), ervas aromáticas e especiarias.
Ibéricos e muito bons! Que encontrem vida longa entre nós.
Publicidade Legal
Impresso
Ver outras datasDigital
- ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 20 DE OUTUBRO DE 2026 EPR INFRAESTRUTURA MG S/A
- BALANÇO PATRIMONIAL ENCERRADO EM 31/12/2025 METROPOLITANA GERENCIAMENTO S/A
- ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 08 DE OUTUBRO DE 2026 MRV ENGENHARIA E PARTICIPACOES SA
- ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 14 DE OUTUBRO DE 2026 MRV ENGENHARIA E PARTICIPACOES SA
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA A SER REALIZADA EM 10 DE NOVEMBRO DE 2026 PARQUE EMPRESARIAL BETIM I S.A
- AVISO DE LICITAÇÃO–REPUBLICAÇÃO PROCURADORIA GERAL DE JUSTICA DE MINAS GERAIS
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO PETISCO & MARA S/A
Ouça a rádio de Minas