O custeio da safra de café recebeu R$ 528 milhões em agosto | Crédito: Divulgação/Emater

Os bons preços pagos pelas principais commodities agrícolas e pecuárias e a demanda do mercado aquecida estão estimulando os aportes na produção, em Minas Gerais. A demanda pelos recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), nos dois primeiros meses da safra 2020/21, já está 21% maior que a registrada em igual período da safra anterior.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), já foram desembolsados para o Estado R$ 5,38 bilhões. Dentre as linhas, os desembolsos para investimentos estão 71% maiores, com um volume de R$ 1,44 bilhão liberados. Na linha de custeio, que concentra a maior parte dos recursos, a elevação foi de 12%.

Ao todo, em Minas Gerais, foram aprovados 41.024 contratos, aumento de 18% frente aos 34.693 registrados entre julho e agosto de 2019. Com o valor de R$ 5,38 bilhões já liberados, Minas Gerais responde por 11% do valor total desembolsado para a agricultura e a pecuária do Brasil, recursos que estão na ordem de R$ 48,53 bilhões.

Para a agricultura foram liberados nos primeiros dois meses da safra R$ 3,62 bilhões, variação positiva de 23% quando comparado com os R$ 2,94 bilhões registrados em igual período da safra anterior. O número de contratos aprovados avançou 14%, somando 15.562 unidades.

Na pecuária foi observado aumento de 16% na demanda pelo crédito rural, que somou R$ 1,76 bilhão entre julho e agosto. A aprovação de contratos chegou a 25.462, alta de 21%.

Linhas – Dentre as linhas que compõem o crédito rural, o maior volume é desembolsado na de custeio, que é utilizada para cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos. De julho a agosto, foram liberados para o Estado R$ 2,90 bilhões, aumento de 12% se comparado com o valor de R$ 2,6 bilhões liberados em igual período da safra anterior. A aprovação de contratos cresceu 15% e encerrou o primeiro bimestre da safra em 15.291.

Para o custeio da agricultura, os desembolsos somaram R$ 1,98 bilhão e ficaram 7% maiores que os R$ 1,85 bilhão registrado anteriormente. Foram aprovados 8.197 contratos, 8% superior.

Em agosto de 2020, as culturas agrícolas que demandaram maior volume de crédito para custeio foram o café, com desembolsos de R$ 528,12 milhões, seguido pela soja, com R$ 258,87 milhões; milho, somando R$ 87,49 milhões; cana-de-açúcar, com R$ 49,56 milhões; e batata-inglesa, com a liberação de R$ 16,07 milhões para o custeio da safra.

Na pecuária os recursos de custeio já aprovados somaram R$ 920 milhões, aumento de 23% quando comparado com o valor de R$750 milhões liberados no primeiro bimestre da safra 2019/20. No período, foram aprovados 7.094 contratos, variação positiva de 24%.

A maior parte do recurso, em agosto, foi destinada para o custeio da produção de bovinos, com desembolsos somando R$ 401,05 milhões. Para os suínos a liberação foi de R$ 31,82 milhões, avicultura, R$ 19,22 milhões, e piscicultura com R$ 1,99 milhão.

Outra linha que vem se destacando é a de investimentos. A modalidade apresentou o maior crescimento nos desembolsos, 71%, com o valor de R$ 1,44 bilhão liberado. Ao todo, foram aprovados 25.376 contratos, elevação de 23%.

A maior parte dos recursos para investimentos foi destinada à agricultura. São 750 milhões já desembolsados, valor 90% superior ao registrado anteriormente. No período, a aprovação de contratos cresceu 28% encerrando em 7.091.

Na pecuária, a expansão dos recursos foi na ordem de 55%, com a liberação de R$ 690 milhões em crédito para investimentos. A aprovação de contratos cresceu 21% somando 18.285.

Já os desembolsos da linha de comercialização ficaram menores. O valor liberado para a linha em Minas Gerais somou R$ 830 milhões entre julho e agosto, queda de 3% frente aos R$ 850 milhões liberados no mesmo período da safra anterior. Ao todo, foram aprovados 326 contratos, queda de 49%.

Para a agricultura, o crédito da linha de comercialização alcançou R$ 740 milhões em desembolsos, variação positiva de 28%. Já para a pecuária, o montante liberado, R$ 100 milhões, ficou 66% inferior.