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Coronavírus
Crédito: Divulgação

Nas últimas semanas, pesquisadores do mundo inteiro têm trabalhado constantemente para descobrir os melhores tratamentos do novo coronavírus.

Em Minas Gerais, o cardiologista e especialista em Clínica Médica e Medicina Intensiva, Gilmar Reis, e sua equipe desenvolveram um projeto de pesquisa promissor que pode se transformar em um tratamento eficaz para pacientes em estágio inicial do Covid-19, reduzindo, assim, as chances de desenvolver um quadro grave da doença e, consequentemente, baixar as taxas de mortalidade.

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Reis, também pesquisador e coordenador do Centro de Pesquisa Clínica Cardiolab (@dr_gilmarreis), explica que trata-se de um projeto de pesquisa desenvolvido para tratar exclusivamente pacientes que apresentarem os sintomas do Covid-19 na fase de viremia da doença, ou seja, na fase inicial.

“O Covid-19 é uma doença que ainda não possui tratamento. Por isso, todos os grupos de pesquisa estão empenhados em buscar soluções para essa doença. Desenvolvemos esse projeto com a finalidade de avaliar duas medicações que possuem probabilidade de controlar os sintomas na fase inicial da doença”, completa.

O cardiologista ressalta que os resultados dessa pesquisa, caso positivos, podem auxiliar na redução da taxa de mortalidade recorrente dos casos de Covid-19. “Caso consigamos demonstrar o benefício de um tratamento na fase inicial será possível reduzir os sintomas e, possivelmente, o avanço para um caso mais graves, principalmente para pacientes em grupo de risco”, destaca.

Reconhecimento internacional – O médico esclarece que alguns medicamentos apresentam potencial promissor de combate ao Covid-19 ainda em sua fase inicial.

Dessa forma, desenvolveram este protocolo de pesquisa e submeteram o mesmo para a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), em Brasília, e foi aprovado. Assim, mais um passo importante foi dado.

“Em parceria com a Universidade de Washington – nos Estados Unidos – e a Universidade McMaster – no Canadá – o projeto foi apresentado para a Fundação Bill e Melinda Gates, na expectativa de conseguir financiamento necessário”, afirma.

A Fundação Bill e Melinda Gates, uma das principais fundações apoiadoras de pesquisas humanitárias do mundo, reconheceu o potencial do projeto e decidiu arcar com o patrocínio. Dessa forma, a pesquisa se tornou a única do Brasil patrocinada pela instituição até o momento para o tratamento de Covid-19.

“Essa pesquisa foi desenhada genuinamente por pesquisadores mineiros e será realizada com voluntários em toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de cidades como Montes Claros (Norte de Minas) e Governador Valadares (Vale do Rio Doce)”, complementa.

Como vai funcionar? – A pesquisa tem expectativa de atender cerca de 2 mil voluntários que apresentem os sintomas em estágio inicial.

O protocolo de atendimento com a inserção dos medicamentos dura cerca de 10 dias e terá acompanhamento dos profissionais por mais 40 dias. Assim, a expectativa é de que o resultado científico seja disponibilizado em cerca de 3 ou 4 meses.

Segundo o médico, a sua equipe está disponível para informações adicionais. Aos voluntários interessados serão fornecidas todas as informações detalhadas da pesquisa.

“A pesquisa segue todas as recomendações de proteção e segurança aos participantes, conforme a legislação Brasileira”, finaliza.

Quem se interessar em participar do projeto e receber mais informações, basta entrar em contato pelo telefone: (31) 3241-6574. (Da Redação)

Brasil inicia neste mês testes com potencial vacina

São Paulo – O Brasil iniciará neste mês testes com a potencial vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra o Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, informaram a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participará do estudo, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A autorização para que os testes sejam realizados no País foi publicada pela Anvisa em edição extra do Diário Oficial da União na noite de terça-feira. Segundo a Unifesp, 2 mil pessoas participarão dos testes, que serão feitos também com apoio do Ministério da Saúde.

“O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos”, disse a coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Unifesp, Lily Yin Weckx, que é a investigadora principal do estudo, segundo comunicado da universidade.

Para a etapa dos testes em São Paulo, serão selecionados mil voluntários que estejam na linha de frente do combate ao Covid-19, pois estão mais expostos à doença. Os voluntários não podem ter entrado em contato com o Covid-19.

De acordo com a Unifesp, os testes, que serão financiados pela Fundação Lemann, contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

Segundo a Anvisa, o pedido para realização dos testes foi feito junto à agência reguladora pela empresa AstraZeneca do Brasil, controlada pelo conglomerado farmacêutico AstraZeneca, e busca “determinar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina”.

“Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de Fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável”, disse a Anvisa.

Com as epidemias de Covid-19 no Reino Unido, na Europa continental e nos Estados Unidos caindo do pico e as taxas de transmissão do coronavírus em queda nesses lugares, uma importante tarefa para os cientistas tem sido buscar locais com surtos ativos da doença e buscar voluntários em países onde a doença ainda está em alta. (Reuters)

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