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Comércio e serviços unem esforços por recuperação

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Estabelecimentos na Capital têm sofrido perdas com isolamento / CHARLES SILVA DUARTE

Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), os impactos causados pela suspensão de diversas atividades como forma de conter a disseminação do novo coronavírus no Estado são preocupantes.

E, como forma de auxiliar na busca por equilíbrio e segurança jurídica na retomada do funcionamento das atividades empresariais, a entidade tem mantido diálogo constante com o governo.

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A Fecomércio-MG está atuando ainda na busca por soluções econômicas, tributárias, trabalhistas, além de linhas de créditos que abrandem os impactos financeiros já absorvidos pela iniciativa privada, pleiteando uma série de medidas e ajudas junto ao governo estadual, como prorrogação do pagamento de tributos, suspensão do pagamento dos parcelamentos fiscais e reestruturação de programas vigentes, suspensão dos procedimentos de fiscalização tributária e adiamento da data de entrega das obrigações acessórias.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Aguinaldo Diniz Filho, por sua vez, avaliou que falta, ao Brasil, uma liderança capaz de unir todos no combate ao novo coronavírus. Um entendimento nacional do que deve ser feito, dos impactos e soluções.

“Fico profundamente preocupado, para não dizer constrangido, que, mesmo diante de uma crise desta envergadura, não tenhamos uma pessoa capaz de fazer com que todos caminhem em uma direção comum. Digo não apenas enquanto representante do setor empresarial, mas também como cidadão brasileiro”, reclamou.

Para Diniz Filho, já tinha passado da hora de se discutir a volta das atividades econômicas no Estado. Conforme ele, o programa Minas Consciente vai permitir que cada município avalie as condições e monitore a reabertura das atividades de comércio e serviços. Especificamente sobre Belo Horizonte, o presidente da ACMinas disse que o prefeito Alexandre Kalil “tem suas razões”. Mas voltou a dizer que a crise só terá fim quando houver um entendimento conjunto.

“As equipes do governador Zema e do Kalil precisam dialogar. Sei que o trabalho de distanciamento social feito até aqui foi da mais alta importância e relevância para o controle dos casos na Capital e no Estado. Vamos ver como será a chamada segunda onda. Se vamos manter a quarentena ou se faremos uma retomada paulatina e consciente”, ponderou.

Demissões – Tamanhas são as perdas para o comércio da capital mineira, após o Decreto nº 17.304 da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) que suspendeu o alvará de funcionamento da maioria dos estabelecimentos da cidade, que o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, também avaliou 2020 como perdido. Segundo ele, a projeção de queda no faturamento do setor em março é de 50%, enquanto para abril já é aguardado recuo entre 65% e 70%.

“Pelos levantamentos, já chegamos a 100 mil demissões. Isso representa 10% dos 1,1 milhão. E o cenário ainda pode se agravar”, alertou.
Conforme o dirigente, o ano havia começado com perspectivas positivas, mas o fôlego foi perdido com a suspensão das atividades. E, mesmo com a possibilidade de flexibilização das medidas nas próximas semanas, ele acredita que o restante do exercício será dedicado à “arrumação da casa” e novo crescimento somente em 2021.

“Não deixa de ser um aprendizado. Algumas medidas, enfim, terão que sair do papel, como a reforma tributária, a administrativa e até a política. Se tivéssemos um ambiente mais seguro, o impacto não seria tão negativo”, falou.

A presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Tânia Cristina Teixeira, tem a mesma opinião. Segundo ela, a pandemia do Covid-19 trouxe à tona uma experiência de crise com impactos nas economias local, regional, nacional e internacional. Por isso, é também um momento de grande reflexão sobre o papel do Estado não apenas na política econômica, mas como protagonista da sociedade. “De repente, vimos as relações econômicas interrompidas por uma questão sanitária e entendemos que a economia não é maior que a vida”, citou.

Sobre a retomada das atividades, Tânia Teixeira argumentou que avalia ainda ser cedo, diante das orientações das autoridades sanitárias mundiais e os exemplos de outros países. E completou que deveria ocorrer por meio do investimento público, por meio de um Estado que planeja, antecipa, observa e soluciona. “Não por um Estado gastador e criador de déficits”, opinou.

Medidas corretas – Neste sentido, a infectologista e Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei de Saúde, Silvana de Barros Ricardo, avaliou que, até então, as medidas foram corretas. De acordo com ela, não há pressão nos hospitais.

“Pessoas vão se contaminar, pois somos suscetíveis. Mas não podemos deixar que seja todos de uma única vez. E isso somente o distanciamento social será capaz de evitar. A dúvida passa a ser, então, quando deveremos flexibilizar as medidas de distanciamento social”, alertou.

Isso porque, segundo a infectologista, de nada adianta a população se proteger por algumas semanas e de repente retomar a rotina. Conforme ela, isso apenas adiaria o problema. “Ainda há dúvidas de como isso deve ocorrer. Se mantivermos o que foi desenhado até aqui, vamos conseguir passar pela pandemia sem pico. Teremos casos, mas aos poucos. O problema é até quando iremos suportar. Este é o desafio”, avaliou.

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