COTAÇÃO DE 22/06/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,9650

VENDA: R$4,9660

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,9570

VENDA: R$5,1130

EURO

COMPRA: R$5,9745

VENDA: R$5,9772

OURO NY

U$1.778,62

OURO BM&F (g)

R$286,53 (g)

BOVESPA

-0,38

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa
Apenas na capital mineira, a Jucemg registrou a abertura de 6.253 empreendimentos | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA Usada em 15-07-19

De março, mês em que a pandemia da Covid-19 teve início no Brasil, até agosto, Minas Gerais registrou a abertura de 25.805 empresas. O número é maior do que o de empreendimentos extintos no Estado no mesmo período: 20.563. Em Belo Horizonte, na mesma época, foram 6.253 novos negócios contra 4.118 fechados. Os dados são da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

De acordo com o presidente da entidade, Bruno Falci, apesar da crise que se instaurou com o novo coronavírus, a sociedade brasileira é otimista e empreendedora e os números confirmam essa realidade. “Apesar da pandemia estar provocando uma instabilidade econômica, financeira e até mental nas pessoas, eu acho que os empresários continuam confiando”, avalia.

PUBLICIDADE

Além disso, afirma ele, as ações adotadas principalmente pelo governo federal estão ajudando muito a economia brasileira. Outro ponto importante, pondera, são os financiamentos com taxas de juros atraentes e a Selic a níveis historicamente baixos, o que têm tornado o ambiente mais favorável também à abertura de empreendimentos.

Economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Ana Paula Bastos chama a atenção para mais um fator nessa balança de empreendimentos fechados e iniciados nos últimos tempos: o comportamento dos empresários.

Conforme ela destaca, a tendência era mesmo de que aqueles que não se reinventaram, que não conseguiram se adaptar e que não tinham o preparo de caixa para se sustentarem no período de crise realmente fechassem as portas.

Por outro lado, observa a especialista, houve também aqueles que conseguiram propor soluções, seguiram uma nova forma de trabalho, buscaram crédito, aproveitaram a onda e se reinventaram, obtendo sucesso com isso.

Pós-pandemia – Em um mundo pós-pandemia, prevê a economista, serão justamente esses empresários que prevalecerão, seja os que já estão no mercado, seja os que ainda irão empreender. O cenário, ressalta, ainda é muito incerto para prever quantas empresas deverão deixar de existir devido também aos efeitos da pandemia da Covid-19 ou quantos negócios serão iniciados. Contudo, dá para se ter uma ideia do que deve prevalecer em termos de investimentos. Na sua avaliação, a pandemia acelerou mudanças no comportamento do consumidor e as empresas, para ter êxito, terão de focar essas transformações.

“É preciso entender quem é o novo cliente e se adaptar a ele. O consumidor mudou, está dando valor a coisas mais saudáveis, por exemplo, comprando mais produtos de limpeza, se alimentando mais em casa. O cliente tem mais propósito, está mais preocupado com as causas, de onde os produtos vêm. Preocupa-se com preço, mas também com a qualidade”, salienta.

Analista da unidade de inteligência empresarial do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae MG), Breno Fernandes também ressalta que o cenário em um mundo pós-pandemia será outro. Pode ser que muitas empresas não venham a fechar as portas, salienta, mas também terão de se adaptar a uma nova realidade.

“Vai haver uma realidade bem diferente no mercado. O trabalho em home office, por exemplo, enxuga o tamanho das empresas, traz outra dinâmica social para a economia e muda padrões de consumo. Além disso, o trabalho intermitente vem se mostrando cada vez mais uma possibilidade”, afirma.

Para Fernandes, com isso, pode ser que muitos empreendimentos realmente se encerrem, mas serão abertas oportunidades para novos tipos de negócios.

Falci, da Jucemg, se mostra otimista em relação aos negócios em um mundo pós-pandemia. “Do jeito que as coisas estão caminhando, o Brasil vai recuperar o PIB e a economia rapidamente”, afirma.

Para ele, o Brasil tem riquezas naturais diferentes de vários outros países, o que vai ajudar a impulsionar a economia. “Se a gente tem uma área de agronegócio crescente, o mundo precisa de comida e o celeiro de alimentos no mundo é o Brasil, na hora que o agronegócio cresce, ele também puxa o comércio, a indústria, os serviços”, argumeta ele, lembrando que uma boa economia tem reflexos inclusive em mais aberturas de empresas.

“Uma empresa pode abrir ou fechar por problemas internos, mas também depende muito da economia local. Por mais que se tenha uma boa gestão, se a economia na cidade, no Estado e no País estiver ruim, não tem jeito”, salienta.

Segunda onda – Apesar de um cenário promissor poder se tornar realidade no pós-pandemia, Fernandes, do Sebrae MG, ressalta um estado intermediário: o da chamada segunda onda, quando, após uma melhora, os números relacionados à doença passam a aumentar novamente.

Se isso ocorrer no Brasil de forma prolongada, diz ele, é muito provável que o quadro econômico fique ainda pior do que no início da pandemia, pois, ao contrário do que ocorreu no começo, o governo pode não ter capacidade financeira para continuar com algumas políticas. Dessa forma, avalia, haveria um encerramento permanente de um maior número de empresas.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!