COTAÇÃO DE 26/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$6,6420

VENDA: R$6,6450

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa

Alta nos preços preocupa o setor supermercadista em MG

COMPARTILHE

Além do arroz, setor supermercadista acompanha alta nos preços de produtos como óleo, feijão, carne e leite | CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE/Arquivo DC

Uma série de esforços está sendo realizada para que a situação da alta dos preços de determinados alimentos seja contornada. Isso é o que afirma o presidente executivo da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret. O setor pleiteou junto ao governo estadual o retorno da diminuição da base de cálculo do óleo de cozinha que é adquirido fora do Estado

Conforme Claret destaca, além do aumento do valor do arroz, que tem sido amplamente evidenciado, outros alimentos que compõem a cesta básica, como o óleo, o feijão, a carne e o leite, por exemplo, também têm preocupado o segmento.

PUBLICIDADE

Embora o setor ainda não tenha feito uma análise em relação a se esse avanço dos preços pode afetar os resultados deste ano, muitas discussões têm sido realizadas no sentido de modificar esse cenário.

A entidade faz questão de frisar, inclusive, que os lucros não têm aumentado para os supermercados, pelo contrário: as margens estão apertadas, principalmente quando o assunto são os itens da cesta básica.

De acordo com Claret, a entidade está conversando com o governo e órgãos oficiais para tentar ações específicas para superar esses desafios.

Umas das ações, aliás, foi um ofício encaminhado ao governador do Estado, Romeu Zema (Novo), solicitando o retorno da diminuição da base de cálculo do óleo de cozinha que é adquirido fora do Estado. Com isso, o objetivo é aumentar a concorrência entre as indústrias e obter diminuição dos preços dos produtos.

“O Decreto número 47.458, em vigor desde o dia 1º de setembro de 2018, alterou a base de cálculo do imposto para as indústrias estabelecidas fora do Estado, o que prejudica os consumidores mineiros. A alíquota do ICMS passou de 7% para 18%, para indústrias de outros estados, elevando, sobremaneira, os custos do produto. Só para citar um exemplo, no óleo de soja, a mudança representa no final um aumento no ICMS a recolher de 1,05% para 10,21%”, justifica a entidade.

A Amis espera que os supermercados de Minas Gerais consigam adquirir o óleo de outros estados com a mesma tributação do item que é produzido em Minas. “Como está, os supermercados mineiros se veem praticamente obrigados a comprar apenas das indústrias estabelecidas em Minas Gerais. Aberta a possibilidade de aquisição dos produtos de outros estados, a tendência é que os preços caiam com essa concorrência maior”, diz a Amis.

Outra ação que vem sendo tomada, segundo Claret, diz respeito à orientação ao consumidor, para que, assim, possa ajudar a controlar a questão da oferta e de demanda. “Temos dito para, na medida do possível, substituir produtos que estão com preços elevados por outros. Não fazer estoques também ajuda a diminuir a pressão”, diz.

Passado e futuro – De acordo com Claret, o setor já vinha discutindo nacionalmente o aumento dos preços do produto. “A gente já vinha sentindo que esse movimento poderia se fortalecer no sentido das exportações”, afirma.

O presidente da Amis ressalta, entretanto, que a responsabilidade não é dos supermercados. A questão, diz, está relacionada ao aumento das exportações desses itens e diminuição das importações, motivado pela alta do dólar, e crescimento da demanda, o que afetou a oferta. No caso do óleo, por exemplo, pode-se destacar a exportação da soja como um dos motivadores para o aumento dos valores.

Apesar de todas as ações que estão sendo realizadas, o presidente da Amis afirma que não existe uma previsibilidade sobre quando as coisas poderão voltar ao normal, embora estejam sendo buscadas soluções para preços específicos. “Não tem como falar em limite de tempo. Seria irresponsável”.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!