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Aperam volta a operar perto do limite da capacidade instalada

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Crédito: Elvira Nascimento

Assim como o parque siderúrgico nacional foi fortemente afetado pelo Covid-19 nos últimos meses, com quedas nos níveis de produção e vendas, os negócios da Aperam South America, com planta em Timóteo, no Vale do Aço, também foram comprometidos no primeiro semestre. No entanto, devido à flexibilidade das fábricas, a empresa não chegou a suspender operações e já voltou a trabalhar próxima do limite da capacidade instalada.

De acordo com o presidente da Aperam, Frederico Ayres Lima, os impactos da pandemia obrigaram a empresa a fazer adequações como redução de 25% na jornada de todo o setor administrativo e ajustes na produção. Ainda assim, os volumes inicialmente esperados não estão sendo atingidos.

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“Começamos o ano bem, vínhamos num ritmo normal, até que houve uma queda drástica em abril e tivemos que nos adequar. Estamos conseguindo passar pela crise sem demissões ou fechamento de capacidade, mas, ainda assim, o quarter dois que, normalmente, é um trimestre forte, neste ano não foi por causa do Covid”, disse em entrevista coletiva virtual.

Neste sentido, ele revelou que os resultados globais da companhia como um todo se mostraram resilientes, apesar da demanda reprimida em todo o mundo, no decorrer do segundo trimestre.

Ao todo, a Aperam embarcou 376 mil toneladas de aço de abril a junho, queda de 14% em relação aos embarques realizados no primeiro trimestre (438 mil toneladas). Já o Ebitda (lucro líquido antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização) chegou a 49 milhões de euros no trimestre passado, contra 70 milhões de euros nos três meses anteriores.

“O segundo trimestre normalmente é mais forte e os números indicam que o grupo sofreu bastante. Mesmo assim, eles mostram a resiliência com o Ebitda ainda positivo”, avaliou o executivo, ponderando que a siderúrgica só abre números regionais no balanço anual. E citou a importância da operação brasileira para o grupo, a partir da participação nos resultados de 2019.

“Cerca de 30% do Ebitda de 2019 foi gerado a partir das operações brasileiras, que incluem a planta de Timóteo, as florestas renováveis de eucalipto, cultivadas no Vale do Jequitinhonha e os escritórios localizados em Belo Horizonte e São Paulo”, completou.

 

Flexibilidade – E mesmo com toda retração observada tanto no mercado interno quanto no internacional, a empresa continuou operando com níveis elevados de produção. Isso porque, segundo o presidente da companhia, a flexibilidade das plantas permitiu focar em diferentes linhas de produtos em casa momento, de acordo com a demanda.

A Aperam South America é produtora integrada de aços planos inoxidáveis, elétricos e carbono e a planta industrial localizada em Timóteo possui capacidade produtiva total de 900 mil toneladas de aço líquido por ano. Desde 2011, a empresa integra o Grupo Aperam, segundo maior da Europa, composto de outras cinco plantas industriais na França e na Bélgica, cuja capacidade alcança 2,5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.

Agora, a aposta está na retomada. Como representantes de muitos outros setores produtivos, Lima também acredita que o pior da crise já passou. De acordo com ele, para o terceiro trimestre a expectativa é que os números do segundo sejam mais ou menos mantidos e que o aquecimento ocorra gradualmente.

“O Brasil ainda tem baixo de consumo per capita de aço. Além disso, o Índice de Confiança da Indústria do Aço já retomou a patamares anteriores à pandemia, alcançando 70,8 pontos em agosto. A retomada vai ser lenta, pois ainda há muito setores impactos. Mas a expectativa é que agora a gente já esteja na (curva) ascendente”, avaliou.

Aços planos podem sofrer reajuste em outubro

São Paulo – Os produtores de aços planos no Brasil poderão voltar a elevar preços da liga em outubro, após reajustes de 10% em média entre agosto e setembro, se o atual cenário de oferta e demanda e de câmbio se mantiver, disse nesta terça-feira o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro.

Segundo ele, o “prêmio”, a diferença de preço do aço vendido no Brasil e o importado, está perto do zero e a produção das usinas, que religaram recentemente altos-fornos paralisados pela pandemia, não está conseguindo atender à demanda imediata.

“Mantido o atual panorama de preços lá fora e mantido o dólar como está, poderá haver um novo aumento em outubro”, previu Loureiro. Ele comentou que as usinas precisam de 20 a 30 dias para que seus altos-fornos religados voltem a operar plenamente, enquanto a demanda por aço de setores como construção civil, energia eólica, equipamentos rodoviários e máquinas agrícolas, além de eletrodomésticos “está muito alta”.

Em julho, as vendas dos distribuidores de aço subiram 18,4% ante junho, para 344 mil toneladas. Na comparação com julho de 2019, as vendas subiram 19,4%, segundo o Inda. As compras dos distribuidores subiram 6,6% frente a junho e 14,5% na comparação anual, para 316,7 mil toneladas.

Os estoques dos distribuidores terminaram julho em 828,2 mil toneladas, queda de 3,2% em relação a junho e volume suficiente para 2,4 meses de vendas. Historicamente, o nível dos estoques é baixo, segundo o Inda.

A expectativa da entidade é que as vendas dos distribuidores de aços planos no Brasil em 2020 tenham alta de um dígito baixo sobre 2019, disse Loureiro. Para agosto, a previsão é de alta de 5% sobre o mês anterior.

“Se pegar as vendas de agosto, estamos praticamente zero a zero (acumulado do ano ante 2019). Como para frente esperamos um setembro e outubro bastante fortes (em vendas), isso faz com que imaginemos fechar com um dígito baixo ano a conta ano”, disse o presidente do Inda. (Reuters)

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