Arrecadação em Minas cresce em julho e alcança R$ 4,87 bi

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Arrecadação em Minas cresce em julho e alcança R$ 4,87 bi
Crédito: Joel Santana / Pixabay

Embora a arrecadação de R$ 4,877 bilhões pelos cofres públicos de Minas Gerais em julho tenha apresentado elevação de 10,8% sobre o montante apurado no mês anterior (R$ 4,40 bilhões), as cifras ainda continuam abaixo dos valores registrados no ano passado. Desde abril, o Estado vem apresentando retração nas receitas, em função das medidas de distanciamento social em combate ao Covid-19.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), na comparação com a mesma época do ano passado, quando foram recolhidos R$ 4,970 bilhões, houve baixa de 1,8%. Com o desempenho de julho, a arrecadação estadual totalizou R$ 36,273 bilhões nos sete primeiros meses de 2020. O valor é 4,8% inferior aos R$ 38,121 bilhões somados no acumulado de janeiro a julho de 2019.

Acrescida a inflação oficial do País no período – medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, que foi de 2,31%, o recolhimento no Estado caiu, em termos reais, 7,1% de janeiro a julho.

A retração confirma a tendência de um rombo grande nos cofres públicos em 2020. Estimativas da equipe do governador Romeu Zema (Novo) dão conta de um déficit superior a R$ 20 bilhões nas receitas de Minas Gerais neste ano. O valor estimado antes da pandemia era de R$ 13,3 bilhões, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Apenas o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o mais importante para os cofres públicos, totalizou R$ 4,2 bilhões no mês passado, com aumento de 13,5% em relação a junho (R$ 3,7 bilhões). Na comparação com igual época de 2019 (R$ 4,1 bilhões) a alta foi de 2,4%.

De janeiro a julho, a arrecadação do ICMS no Estado chegou a R$ 27,756 bilhões, o que respondeu por 76,5% da arrecadação total para o intervalo neste ano. Em relação à receita do imposto no mesmo período um ano antes (R$ 28,926 bilhões) o recuo foi de 4%. Considerado o IPCA, o resultado real foi -6,31%.

A receita tributária chegou a R$ 4,632 bilhões em julho, 11,4% maior do que o montante mês imediatamente anterior (R$ 4,156 bilhões) e ficando praticamente estável aos R$ 4,642 bilhões do mesmo mês de 2019.

Já quando considerado o acumulado dos sete meses transcorridos deste ano, o recolhimento de receita tributária do Estado atingiu R$ 34,603 bilhões. Em relação ao valor recolhido com tributos em igual período um ano antes houve baixa de 4%. Na mesma época de 2019 o valor foi de R$ 36,046 bilhões. No acumulado deste ano, os tributos representaram 95,3% do total da arrecadação.

IPVA – O pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi de R$ 167 milhões em julho. Sobre o valor recolhido no mês anterior (R$ 202 milhões) foi registrada queda de 17%, conforme as informações da SEF. Em relação a igual período de 2019 a queda foi de 4,5%. Os recolhimentos do imposto somaram R$ 175 milhões um exercício antes.

Assim, nos sete meses de 2020, o recolhimento do IPVA gerou receitas de R$ 5,075 bilhões. O montante é 2,3% maior que o montante dos mesmos meses do ano anterior: R$ 4,959 bilhões.

Por fim, a cobrança dos débitos referentes à dívida ativa gerou o recolhimento de R$ 29 milhões no sétimo mês deste exercício, 3,3% a menos que os R$ 30 milhões de junho. Na comparação com o recolhido em 2019 (R$ 43 milhões), a redução foi de 32%. No ano, os recolhimentos da dívida ativa chegaram a R$ 205 milhões.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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