Economia

Atlas Lithium obtém licença ambiental e destrava R$ 2 bi em investimentos no Vale do Jequitinhonha

Produção, estimada em cerca de 146 mil toneladas por ano, começa no quarto trimestre de 2027
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Atlas Lithium obtém licença ambiental e destrava R$ 2 bi em investimentos no Vale do Jequitinhonha
Quando atingir a plena operação, o Projeto Neves, da Atlas Lithium, estima uma produção em torno de 146 mil toneladas de concentrado de lítio por ano | Foto: Reprodução Atlas Lithium

A Atlas Lithium obteve a licença ambiental para ampliar a produção de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A liberação viabiliza aportes de R$ 2 bilhões para o Projeto Neves, cuja fase comercial está prevista para ser iniciada no quarto trimestre de 2027.

O anúncio foi feito pela companhia na segunda-feira (29) e é apontado como uma das principais conquistas do grupo no País até o momento. Em plena operação, o projeto deverá produzir cerca de 146 mil toneladas de concentrado por ano.

A capacidade produtiva da mina promete uma taxa interna de retorno (TIR) pós-impostos de 145%, com retorno do investimento de aproximadamente 11 meses. Segundo a companhia, o custo operacional projetado é de US$ 489 por tonelada de concentrado, ou seja, mais competitivo que o encontrado na média do mercado, que gira em torno de US$ 2,2 mil por tonelada.

O CEO da Atlas Lithium, Marc Fogassa, comenta que a obtenção da licença é um marco para a trajetória da empresa no País. “A autorização para ampliar o Projeto Neves representa um passo decisivo para transformar nosso potencial mineral em operação, com geração de empregos, desenvolvimento regional e um modelo de produção alinhado às exigências ambientais e de competitividade do mercado brasileiro”, avalia.

A implementação do projeto de lítio no Vale do Jequitinhonha promete ampliar a geração de empregos na região. Segundo a companhia, a operação deverá gerar até 5 mil empregos, entre diretos e indiretos. A empresa ainda afirma que pagará salários médios superiores ao dobro dos valores praticados na região, além de benefícios adicionais, como plano de saúde familiar.

A operação na região será executada por parceiros brasileiros, entre eles Promon Engenharia, TSX Engineering, Cerne Construções e Alfa Engenharia. A Atlas Lithium também informou que a planta modular de processamento por separação em meio denso (DMS) já foi entregue ao Brasil e está pronta para montagem.

Segundo a companhia, a estrutura foi concebida para simplificar transporte, instalação e comissionamento, além de operar com sistemas de recirculação de água e rejeitos 100% empilhados a seco. A empresa sustenta que esse desenho coloca o projeto entre aqueles com menores índices de consumo hídrico e padrões ambientais mais elevados do setor.

Lítio tem potencial de colocar Vale do Jequitinhonha na rota global de minerais críticos

Atualmente, a Atlas Lithium detém aproximadamente 557 quilômetros quadrados em direitos minerais de lítio, o que representaria a maior área de exploração do mineral no Brasil entre companhias listadas em bolsa.

Além do destaque nacional, o Projeto Neves no Vale do Jequitinhonha atraiu olhares de outros países, como Estados Unidos e Japão, que estariam estudando investir na produção de lítio. À época, o projeto da Atlas Lithium foi o único empreendimento brasileiro incluído em uma lista de cooperações estratégicas voltadas para minerais críticos, divulgada pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores do Japão.

Vale lembrar que o mineral é essencial para transição energética global. Hoje, o lítio é um insumo primordial para produção de itens como baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

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