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Aumento nos preços de insumos básicos, como cimento, onera custos da construção

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Crédito: Reprodução

O setor da construção civil de Minas Gerais e do País vem enfrentando um aumento dos custos de produção desde o início da pandemia do Covid-19. Representantes do setor reclamam que o custo do cimento, principalmente, apresentou alta a partir de 10%.

O impacto nos custos das obras é grande, já que o cimento é utilizado na fabricação de blocos e concreto, produtos muito utilizados pelo setor. Além do aumento, existem ainda dificuldades no abastecimento. A situação pode comprometer o funcionamento das obras, o que pode gerar desemprego e atrasos.

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O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, explica que com o aumento dos custos, a situação das empresas do setor fica comprometida, uma vez que os imóveis já foram comercializados e, por isso, não é possível repassar a alta.

A pesquisa feita pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) mostrou que de março a julho, em meio à pandemia do Covid-19, construtoras de todo o País, incluindo Minas Gerais, tiveram aumento no preço de materiais de construção.

Dos itens consultados, o cimento foi o que teve o reajuste mais percebido pelas empresas, sendo que 95% das construtoras do País identificaram alterações nos valores cobrados. Ao todo, o levantamento ouviu 462 empresas em 25 estados das cinco regiões do País, entre os dias 16 e 21 de julho, incluindo 52 construtoras em Minas Gerais.

No levantamento realizado pela Cbic, 95% das empresas responderam que o cimento teve aumento durante o período da pandemia. Para 59% das empresas consultadas no País, o aumento foi de até 10%. Para 36%, o aumento foi acima de 10%. Em Minas Gerais, 46% das construtoras verificaram aumento superior a 10% no preço do cimento.

“O cimento é proveniente de insumos primários, não tem cabimento ocorrer um aumento tão grande. Em Minas, 98% das empresas relataram aumento dos preços do cimento, sendo que para 46% a alta foi acima de 10%, isso é inconcebível. Nós, do setor da construção, estamos convivendo com o aumento dos preços e também com a falta do material. Um fato que sabemos é o aumento do consumidor formiguinha, que tem feito obras durante a pandemia, o que vem sido estimulado pelo pagamento do auxílio emergencial. Mesmo assim, nem o aumento e nem a falta do produto são justificáveis”.

Outro item que apresentou alta foi o aço. Das empresas ouvidas, 87% responderam que tiveram aumento durante o período da pandemia.  Para 55% delas, o aumento foi de até 10%. Para 32%, o aumento foi acima de 10%. Para 57% das construtoras de Minas Gerais, houve aumento de até 10% no preço do aço.

No cabo de aço, a maioria das empresas mineiras (52%) registraram reajustes até 10% e 42% das empresas ouvidas relataram alta acima de 10%.

Um parcela de 52% das empresas mineiras também percebeu aumento de pelo menos 10% nos preços dos cabos elétricos.

Concreto – A pesquisa também perguntou sobre aumento nos preços de concreto. Em Minas, 50% das empresas registraram aumento de até 10% e 35% das construtoras acusaram elevação superior a 10%.

“Mesmo durante a pandemia, por sermos um setor considerado essencial, conseguimos manter um ritmo de funcionamento em torno de 80% a 90% das obras, afastando somente o pessoal do grupo de risco. O aumento dos custos é muito preocupante, podendo causar atrasos nas obras, redução da produtividade e demissões. Somos o setor que mais emprega e não podemos ficar alheios a isso. Precisamos mostrar para a sociedade quais os setores que não estão contribuindo para a manutenção dos empregos e para a geração de renda”.

Empresariado está mais otimista, aponta sondagem

Brasília – Apesar da crise econômica causada pela pandemia, houve melhora na confiança dos empresários da construção em julho. A Sondagem da Indústria da Construção, divulgada na sexta-feira (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que os índices de expectativa estão mais próximos da linha dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

Isso sinaliza que os empresários esperam estabilidade do nível de atividade (50,1 pontos) e queda menos acentuada no emprego (49,4 pontos), em compras de matérias-primas (49,5 pontos) e em novos empreendimentos e serviços (48 pontos) nos próximos seis meses, já que os índices estão pouco abaixo dos 50 pontos.

A melhora das expectativas em relação a junho, segundo a CNI, deve-se à queda menos intensa e disseminada da atividade no setor. Esse indicador cresceu de 37,1 pontos no mês passado para 44,3 pontos em julho.

O Índice de evolução do emprego foi de 37,5 pontos para 43,4 pontos no período. Já utilização da capacidade de operação subiu para 55% neste mês frente a 53% em julho. A intenção de investimento aumentou 3,8 pontos frente ao mês passado, registrando 34,8 pontos.

Desafios do setor – A falta de demanda, por conta do isolamento social, foi o principal problema apontado pelos empresários da construção no segundo trimestre de 2020, apontado por 32,8% dos entrevistados. A elevada carga tributária (31,8%) e a burocracia excessiva (28,4%) foram o segundo e terceiro desafios mais apontados pelos executivos no período. “Ainda como efeito do isolamento social, é esperado que a demanda permaneça represada enquanto durar a pandemia”, destaca a CNI.  (Agência CNI)

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