Superávit da balança comercial de Minas Gerais recua 21,8% em julho

Ssaldo positivo encolheu devido à combinação de importações em alta e exportações em queda
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Superávit da balança comercial de Minas Gerais recua 21,8% em julho
Crédito: Reprodução Adobe Stock

A balança comercial de Minas Gerais registrou superávit de US$ 1,8 bilhão em julho deste ano. Em relação ao mesmo período de 2025, houve recuo de 21,8%. Os dados constam na plataforma Comex Stat, do governo federal, e foram divulgados nesta quinta-feira (6).

O saldo positivo encolheu devido à combinação de importações em alta e exportações em queda, repetindo o cenário observado no primeiro semestre. O valor importado subiu 10,2%, atingindo US$ 1,8 bilhão, enquanto o exportado retraiu 8,5%, para US$ 3,6 bilhões.

Do lado das compras, adubos e fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, lideraram a pauta (US$ 133,1 milhões), apesar de uma baixa interanual de 10,5%. Medicamentos e produtos farmacêuticos (US$ 123,6 milhões), exceto veterinários, e veículos automotores para transporte de mercadorias e usos especiais (US$ 97,7 milhões) vieram na sequência, registrando altas de 90% e 132,1%, respectivamente, contribuindo para o resultado.

No campo das vendas, o minério de ferro liderou (US$ 924,9 milhões), seguido pelo café não torrado (US$ 586,2 milhões), porém apresentaram quedas de 13% e 18,2%, respectivamente, ajudando a derrubar a receita no Estado. Em contrapartida, o ouro (US$ 376 milhões) avançou 28,7%, ocupando a terceira posição da pauta.

Exportações para os EUA caem

Na lista de destinos das exportações de Minas Gerais em julho, a China respondeu por US$ 1,4 bilhão do valor exportado, com leve avanço de 0,8% sobre um ano antes. Os embarques para o gigante asiático foram majoritariamente de minério de ferro (US$ 733,8 milhões).

Os Estados Unidos (EUA), segundo maior cliente do Estado, compraram US$ 278,5 milhões, registrando queda de 36,9%, em meio à aplicação de novas sobretaxas sobre produtos brasileiros: uma de 25%, em vigor desde o dia 22, e outra de 12,5%, a partir do dia 24. As vendas para os norte-americanos se concentraram sobretudo em ferro-gusa e spiegel (US$ 86,9 milhões) e café não torrado (US$ 72,9 milhões).

Na posição seguinte, ficou o Canadá, com US$ 201 milhões e alta interanual de 48,8%. Os mineiros exportaram para os canadenses predominantemente ouro (US$ 183,3 milhões).

Importações da China e Argentina crescem

Já entre as principais origens das importações do Estado, a China se destacou, com US$ 427,3 milhões dos chineses, o que representa um acréscimo de 5,6%. Os chineses enviaram principalmente compostos heterocíclicos e ácidos nucléicos (US$ 41,4 milhões).

Por sua vez, os embarques dos EUA para Minas Gerais atingiram US$ 177,1 milhões, recuando 12,1%. Os norte-americanos exportaram sobretudo partes de turborreatores ou de turbopropulsores (US$ 22,6 milhões).

Na terceira colocação, ficou a Argentina, que respondeu por US$ 145,8 milhões das importações mineiras, com crescimento de 22%. As compras se concentraram principalmente em veículos automotores para transporte de pessoas (US$ 42,1 milhões) e veículos automotores para transporte de mercadorias (US$ 37,4 milhões).

Saldo positivo acumulado no Estado sofre retração de 9,6%

Com o resultado de julho, a balança comercial mineira acumulou superávit de US$ 14,2 bilhões nos primeiros sete meses de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o saldo positivo sofreu uma retração de 9,6%.

Neste caso, as importações aumentaram 11,8%, para US$ 11,4 bilhões. Já as exportações do Estado recuaram 1,2%, totalizando US$ 25,6 bilhões.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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