Parque Industrial de Pouso Alegre foi inaugurado pela XCMG em 2014, sendo a primeira unidade da marca operando fora da Ásia | Crédito: Divulgação

O XCMG S.A, banco do grupo chinês Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), começou as suas operações ontem no País. Com sede em Pouso Alegre, no Sul de Minas, e escritório em São Paulo, o empreendimento tem como objetivo inicial fomentar o crescimento do grupo no Brasil.

As expectativas são de movimentar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões no período de um ano.

Apesar de a pandemia do Covid-19 ter atrasado um pouco o início das atividades da instituição financeira – que estavam previstas para o mês de maio – as perspectivas são de que o negócio não sofra muitos reflexos da disseminação da doença.

O gerente financeiro/jurídico do grupo XCMG Brasil, Way Chien, destaca que todas as estratégias de mercado permanecem as mesmas do período pré-pandemia. “A única coisa que vai mudar é a forma de trabalho, com o home office, por exemplo. A parte comercial vai contar com visitas virtuais também”, diz.

O XCMG tem um capital inicial de R$ 100 milhões e é a primeira instituição financeira com capital estrangeiro integral a conseguir autorização de operação e funcionamento do Banco Central.

Além do apoio às operações do grupo no País, o banco pretende aumentar as alternativas de serviços para organizações industriais chinesas em toda a América Latina. Para isso, inicialmente, vai oferecer opções como financiamento de máquinas, leasing e investimentos.

Posteriormente, a ideia é também ofertar modalidades de crédito e de capital de giro com linhas de crédito do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ambiente propício – Way Chien conta que Minas Gerais é um ambiente propício para o grupo chinês. Tanto é que a XCMG inaugurou no ano de 2014 o Parque Industrial de Pouso Alegre.

Apesar da atuação no País desde 2004, a unidade mineira é a primeira da marca com operações fora da Ásia. Para iniciar as atividades no Estado, recebeu investimentos de mais de US$ 500 milhões. A indústria é responsável pela fabricação de produtos como retroescavadeiras, escavadeiras, guindastes, perfuratrizes e motoniveladoras.

“O grupo estudou as condições de vários estados brasileiros. Minas Gerais foi atrativo por ser o Estado que deu o melhor incentivo fiscal”, afirma Way Chien.