A demanda por crédito subiu em todos os segmentos e portes de empresas atendidas pelo BDMG | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A demanda pelos recursos disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para apoiar os empresários mineiros no enfrentamento aos desafios impostos para o controle do novo coronavírus cresceu, entre 8 de abril e 7 de maio, 91% frente ao mesmo período do ano passado.

No intervalo, os desembolsos somaram R$ 193 milhões em crédito voltado para micro, pequenas, médias e grandes empresas, além de municípios. O número de clientes atendidos também ficou maior no intervalo, somando 875, alta de 76% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Mantendo a trajetória de crescimento, registrada antes mesmo da pandemia, os desembolsos da entidade financeira, entre janeiro e 7 de maio, totalizaram R$ 511 milhões, incremento de 35% quando comparado com igual intervalo de 2019. Também foi observada aumento no número de clientes, que somou 2.350, variação positiva de 18%.

O aumento dos desembolsos mostra que os empresários mineiros estão sendo atendidos, o que é importante para que os mesmos superem o atual momento de crise.

De acordo com o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, a demanda pelos recursos cresceu em todos os segmentos e portes de empresas atendidas pela entidade.

“É o BDMG cumprindo o papel de banco de desenvolvimento e, sobretudo, sendo um agente contra cíclico nesse momento de pandemia do Covid-19. Nós tivemos demandas muito altas em todos os setores que são atendidos pelas linhas de crédito. Olhando por porte das empresas, tivemos mais de R$ 42 milhões desembolsados somente para atender à demanda das micro e pequenas empresas (MPEs), nos últimos 30 dias. Isto significa um aumento de 200%, se comparado com igual período do ano passado”, explico Gusmão.

Ainda conforme Gusmão, o BDMG não divulga os números referentes às solicitações de crédito feitas e qual porcentagem destas solicitações foi aprovada. Mas ressalta que a aprovação fica em nível superior à média de mercado.

“Posso dizer que os nossos volumes de aprovação são superiores ao mercado em geral. É importante ressaltar que o BDMG é uma instituição financeira, regulada pelo Banco Central, por isso, temos que obedecer a certos parâmetros e compatibilizar a demanda dos clientes com a nossa gestão de risco. Mas, acho que os números de desembolsos comprovam nosso apoio robusto aos empreendedores mineiros nesse momento de pandemia”.

De acordo com as informações do BDMG, o plano de auxílio aos empreendedores mineiros, lançado em 8 de abril, trouxe a possibilidade de renegociação de dívidas de empresas com o BDMG, redução das taxas de juros, com prazo de carência dobrado, para as MPEs de todos os setores econômicos e em todos os municípios mineiros (programa BDMG Solidário). Além disso, agilizou os processos (dispensa de documentos) para micro e pequenas empresas do setor da saúde e promoveu a ampliação em R$ 100 milhões do limite de crédito disponível via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES.

Em março, já haviam sido anunciadas a abertura de três linhas de crédito específicas para empresas de todos os portes do setor de saúde, redução das taxas e melhoria de prazos para as micro e pequenas empresas do setor de turismo (inclui bares e restaurantes).

Recursos – O presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, destaca que o Estado terá mais recursos para combater os impactos causados pela pandemia de Covid-19. O reforço virá do Fundo de Investimento do Estado de Minas Gerais (MG Investe), aprovado em 2017 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e regulamentado pelo governador, Romeu Zema, no final de abril.

De imediato, serão disponibilizados R$ 50 milhões para as ações do BDMG de auxílio às empresas diante do quadro desafiador imposto pelo novo coronavírus. Até dezembro, a expectativa é que mais R$ 20 milhões sejam disponibilizados.