Economia

Cemig prevê investir R$ 4,9 bi na rede elétrica em 2026 e amplia aporte em manutenção preventiva

Companhia vai destinar R$ 438 mi a ações preventivas em 774 municípios para reduzir interrupções no fornecimento de energia
Cemig prevê investir R$ 4,9 bi na rede elétrica em 2026 e amplia aporte em manutenção preventiva
Foto: Guilherme Dardanhan / Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai investir R$ 4,9 bilhões em obras de melhoria do sistema elétrico até o fim de 2026, com parte dos recursos direcionada à ampliação das ações de manutenção preventiva da rede. Dentro desse pacote, R$ 438 milhões serão aplicados especificamente em intervenções voltadas à redução de interrupções no fornecimento de energia em 774 municípios do Estado.

Neste ano, o valor destinado à manutenção representa aumento de mais de 15% em relação a 2025, quando foram investidos R$ 380 milhões. A estratégia prioriza ações antecipadas na rede elétrica, com foco em confiabilidade operacional e mitigação de falhas, especialmente em períodos de maior incidência de eventos climáticos.

Manutenção preventiva e alcance operacional

Com o investimento, o plano operacional prevê a realização de mais de 900 mil podas de árvores e a limpeza de faixas em mais de 50 mil quilômetros de linhas de distribuição. Também estão programadas inspeções em trechos de média e alta tensão com uso de drones e equipamentos de termovisão, além da substituição de componentes da rede, como postes, cruzetas, isoladores e para-raios.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o investimento soma R$ 105 milhões, com execução de cerca de 320 mil podas e manutenção em 6,5 mil quilômetros de linhas. O volume é aproximadamente 26% superior ao aplicado no ano anterior.

O gerente de Ativos e Planejamento da Manutenção da Distribuição da Cemig, Flavio Henrique Martins Vieira, afirma que a ampliação dos investimentos está associada a uma mudança de abordagem da companhia.

“Ao antecipar intervenções na rede, conseguimos reduzir falhas, melhorar a qualidade do fornecimento e aumentar a resiliência do sistema, especialmente diante de eventos climáticos mais intensos”, afirma.

O executivo explica que o período seco concentra parte relevante das intervenções. Nesse intervalo, a companhia intensifica mutirões e amplia o uso de equipes especializadas, inclusive com trabalhos em linha energizada, preparando a rede para o período chuvoso, quando há maior risco de interrupções.

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