Cemig lança subsidiária na área de energia solar

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Cemig lança subsidiária na área de energia solar
Usinas da nova empresa devem gerar 300 gigawatts/hora anualmente e o faturamento deverá alcançar R$ 140 milhões - Crédito: Divulgação/ Mori

Com projetos que somarão investimentos de R$ 600 milhões e 4 mil empregos, até 2020, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) acaba de lançar a Cemig S!M – Soluções Inteligentes em Energia.

Com foco em energia solar e soluções energéticas, a empresa atuará no mercado de energia compartilhada por meio de geração distribuída, cogeração e armazenamento de energia, serviços tecnológicos, eficiência energética, gestão de iluminação pública e utilidades, mobilidade elétrica, entre outras atividades.

De acordo com o presidente da companhia, Cledorvino Belini, esta é mais uma estratégia da estatal para se tornar cada vez mais competitiva e eficiente, principalmente diante da possibilidade de privatização. Durante a apresentação do projeto, o executivo destacou que o futuro da energia no mundo e no Brasil passa pelo compartilhamento e dinamismo e, justamente, por isso, a Cemig tem buscado se reinventar.

A geração de energia solar já é utilizada em larga escala em países como China, Estados Unidos, Japão e Alemanha. No Brasil, este processo dá os primeiros passos. Atualmente, apenas 1% de toda energia produzida no País vem da matriz solar, evidenciando o potencial do mercado.

“Os desafios do setor energético para o futuro se apresentam numa estratégia 3D: digitalização (entre as áreas e com os clientes), descarbonização (visando uma geração mais limpa) e descentralização (tanto na geração quanto no consumo). Esta ação marca um novo momento da empresa rumo a um caminho sem volta, em que a Cemig quer ser referência e viabilizadora de soluções”, afirmou.

Para isso, conforme o presidente, a nova empresa do grupo atuará de forma mais próxima do empresariado – pelo menos neste primeiro momento – ofertando energia solar limpa e renovável produzidas em 32 usinas que serão construídas no Estado até o ano que vem.

“É uma oportunidade de promover o desenvolvimento das empresas e aumentar a competitividade dos negócios, já que as indústrias e comércios de pequeno e médio porte já podem contratar a energia com redução de até 25% na tarifa, sem necessidade de investimentos ou obras. Já para os clientes residenciais a opção estará disponível a partir do ano que vem”, disse em entrevista coletiva.

Trata-se do maior projeto de geração distribuída do País. Em parceria com a Mori Energia, empresa especializada em investir e operar ativos ligados à energia renovável de geração distribuída, serão investidos, ao todo, R$ 600 milhões até o ano que vem. A estatal mineira arcará com aproximadamente metade deste total.

De acordo com o presidente da Cemig S!M, Danilo Gusmão Araújo, apenas neste exercício o projeto englobará R$ 400 milhões e dez usinas. A primeira delas, em Janaúba (Norte de Minas), funcionou como um protótipo e outras duas entrarão em operação ainda neste mês (Corinto e Manga).

Já para o ano que vem serão outras 12 usinas solares, atingindo 17 cidades do Estado. A estimativa é de que as usinas – que têm potência instalada de 200 megawatts (MW) cada) – gerem 300 gigawatts/hora por ano de energia limpa, renovável e eficiente. A previsão de faturamento é da ordem de R$ 140 milhões ao ano.

“É uma nova era de maior competitividade e sustentabilidade para as empresas em Minas Gerais. A Cemig S!M nasce com a expertise de uma empresa de credibilidade no mercado e, por meio de parcerias privadas, consegue ampliar conhecimento, agilizar decisões e promover sinergia nas ações. E, no futuro, entregará mais do que energia, mas soluções energéticas em mobilidade, armazenamento, eficiência e gestão”, explicou, mencionando que uma segunda fase para o projeto já se encontra em desenvolvimento pela estatal.

Fusão – Araújo ressaltou que Cemig S!M nasceu da fusão de duas empresas já existentes: a Cemig GD e a Efficientia. “Surgiu uma necessidade do mercado e também dos acionistas, de sermos mais ágeis e digitais, em consonância com a indústria 4.0. Trabalhando com armazenamento, mobilidade elétrica e eficiência energética vamos ser provedores da melhor solução do mercado para os empreendedores”, disse.

ACMinas, Mercado Central, Igreja Batista da Lagoinha, Minaspetro, Supermercados Epa, Fiemg e Oncocenter estão entre as entidades e empresas que já adotaram o sistema de geração distribuída em parceria com a nova empresa do grupo Cemig.

Mori – O diretor de novos negócios da Mori Energia, Ivo O. Pitanguy, destacou que a iniciativa é um passo decisivo para a modernização do setor, principalmente por permitir a disseminação da energia solar para empresas de varejo, que não têm expertise na implementação e operação para investir com capital próprio em projetos de geração distribuída solar.

“Estamos democratizando a energia renovável em centros de consumo, onde não há espaço para a construção em escala e, ao mesmo tempo, estamos fomentando o desenvolvimento econômico nas comunidades locais onde implementamos nossos projetos”, ressaltou.

Já a escolha por investir Minas Gerais, segundo a empresa, se deu por uma série de fatores, entre os quais está a disponibilidade de áreas com elevada irradiação solar e os incentivos do governo do Estado para impulsionar a tecnologia, a partir da Lei 21.713, de 2017, que estimula a produção e a comercialização deste tipo de energia em terras mineiras a estabelecimentos com atividade de geração, transmissão ou comercialização de energia solar.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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