Comércio recua 2% em junho no Estado

11 de agosto de 2018 às 0h00

O comércio varejista em Minas Gerais registrou queda no volume de vendas durante o mês de junho de 2018. Além do recuo de 1,6% na comparação com maio deste ano, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou queda de 2% nas vendas do comércio mineiro em relação a junho de 2017. Os resultados negativos podem ser associados à paralisação nacional dos caminhoneiros que aconteceu no final de maio e gerou reflexos que se estenderam até o início de junho. Na avaliação do economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, o principal efeito na cesta de consumo das famílias aconteceu devido ao desabastecimento dos pontos de venda e ao grande recuo do segmento de combustíveis. “O impacto em Minas Gerais foi ampliado devido à grande malha rodoviária do Estado. Os efeitos foram sentidos principalmente via preços dos alimentos e de outros itens em falta no varejo que começaram a ser reabastecidos gradualmente, mas tiveram os preços elevados. Isso foi refletido no IPCA que, em maio foi de 0,4% e, em junho 1,26%”, explicou Almeida. Leia também: BrMalls anuncia reajustes Vendas no País crescem 1,5% na comparação anual O resultado negativo em junho causou desaceleração na recuperação do setor. No primeiro semestre, as vendas do varejo em Minas cresceram 2% contra 2,8% no acumulado de janeiro a maio. Além disso, no acumulado de 12 meses, o levantamento do IBGE apontou avanço de 4,1%, número 0,7 ponto percentual inferior ao observado até maio na mesma base de comparação. “No início do ano o varejo começou apresentando bons resultados justamente pela melhoria dos indicadores macroeconômicos. A greve é factual e gerou um entrave, mas, apesar das incertezas no cenário político, o segundo semestre tende a ser mais positivo para o varejo e pode mudar essa perspectiva de desaceleração”, afirmou Almeida. Considerando o varejo ampliado, o bom desempenho dos segmentos de veículos e peças e do varejo de material de construção contribuiu para uma expansão de 2,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, aumento de 5,3% no acumulado de 12 meses e de 5% em relação a junho de 2017. Para o economista da Fecomércio MG, a retomada do crédito, ainda que gradual, é um dos fatores responsáveis por esse crescimento.

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