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Com grande parte das lojas fechadas devido ao novo coronavírus, o comércio varejista acumula perdas | Crédito: Adão de Souza/PBH

O comércio varejista de Minas Gerais apresentou queda de 14,3% em abril na comparação com o mês de março, na série com ajuste sazonal. O setor seguiu a mesma tendência em todo o País, mostrando retrações acentuadas também nos demais estados.

Os resultados são um reflexo da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as consequentes medidas de isolamento social.

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Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A entidade traz, ainda, mais números que apontam para um recuo do segmento também em outras bases de comparação.

Quando se analisa o mês de abril deste ano com o mesmo período de 2019, o comércio varejista mineiro teve queda de 14,6%. Já na variação acumulada do ano, de janeiro a abril, a retração foi de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,6% na variação acumulada de 12 meses.

De acordo com a supervisora de pesquisa econômica da entidade, Claudia Pinelli, os números caíram tanto em abril porque foi justamente nesse mês que as medidas de distanciamento foram mais intensas.

“Além disso, no período, os estabelecimentos ainda não tinham tido tempo de se organizar para efetuarem outras formas de venda”, destaca ela.




Setores – Claudia Pinelli evidencia ainda que os setores que tiveram crescimento em abril deste ano em relação a igual período de 2019 foram justamente alguns daqueles que permaneceram abertos, por se tratarem de serviços essenciais.

Dessa forma, hipermercados e supermercados apresentaram um avanço de 5,9% nessa base de comparação. Houve incremento também de 2,8% na variação acumulada do ano e de 3,2% na variação acumulada de 12 meses.

Por outro lado, mesmo artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos apresentaram queda em abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2019 e recuaram 1,2%. Porém, houve crescimento na variação acumulada do ano e na variação acumulada de 12 meses, de 8,4% e 9,7%, respectivamente.

A queda mais significativa, porém, quando se avalia o mês de abril deste ano com abril de 2019 foi registrada em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-63,9%). O segmento também recuou na variação acumulada do ano (-19,4%) e na variação acumulada de 12 meses (-3,9%).

Depois, vem o segmento de tecidos, vestuário e calçados, com queda de 54,7% em abril na comparação com abril do ano passado, de 13,8% na variação acumulada do ano e de 3,5% na variação acumulada de 12 meses.

Outro recuo relevante quando se compara abril deste ano com abril do ano passado foi observado na área de móveis (-50,6%), que também caiu 10,5% na variação acumulada do ano e teve incremento de 3,6% na variação acumulada de 12 meses.




Os eletrodomésticos, por sua vez, apresentaram queda de 41,3% em abril deste ano em relação a abril do ano passado, de 14,1% na variação acumulada do ano e de 8,8% na variação acumulada de 12 meses.

Combustíveis e lubrificantes recuaram 27,1% em abril na comparação com igual período do ano passado, 14,2% na variação acumulada do ano e 5,8% na variação acumulada de 12 meses.

Ampliado – No comércio varejista ampliado, veículos, motocicletas, partes e peças apresentaram queda de 43,1% em abril em relação a abril de 2019 e de 5,5% na variação acumulada do ano. No entanto, avançaram 6,4% na variação acumulada de 12 meses.

Material de construção, por sua vez, recuou 13,3% na variação mensal, 10,6% na variação acumulada do ano e 0,5% na variação acumulada de 12 meses.

Perspectivas – Claudia Pinelli ressalta que, embora já estejamos em junho, o período ainda é de incertezas. A supervisora de pesquisa econômica da entidade lembra que a reabertura das atividades econômicas tem acontecido de maneira diferenciada em cada município.

No entanto, frisa ela, “os estabelecimentos estão se reestruturando e realizando novas formas de venda. Isso vai ajudar a suavizar a queda nos números”, diz.

Queda no País foi a maior em 20 anos

São Paulo – O varejo brasileiro iniciou o segundo trimestre com as maiores perdas em 20 anos, uma vez que as vendas despencaram em abril como consequência das medidas de isolamento adotadas no País para conter a pandemia de coronavírus.

As vendas tiveram queda de 16,8% em abril na comparação com o mês anterior diante do fechamento do comércio, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o recuo mais acentuado desde o início da série histórica em 2000, e representou uma queda bem mais forte do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de contração das vendas em 12%

Essa foi também a segunda queda consecutiva, acumulando perdas de 18,6% no período.

“É o segundo mês do impacto da pandemia. Essa influência começa em março, com fechamento de lojas nas grandes cidades, e o quadro se sustenta e aumenta em abril”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as vendas também tiveram perdas de 16,8%, contra expectativa de recuo de 13,6%.

O consumo vem sendo contido no País tanto pelo fechamento de lojas físicas e outros estabelecimentos como também pelas incertezas em torno dos impactos da pandemia sobre a economia e o mercado de trabalho.

Abril foi a primeira vez em que a pesquisa trouxe os resultados de um mês inteiro com o país sob isolamento social. Isso fez com que todas as atividades analisadas sofressem perdas, o que aconteceu segundo o IBGE apenas pela terceira vez desde o início do levantamento.

A queda mais acentuada foi em Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), seguido de Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%).

Setores considerados essenciais na pandemia também tiveram recuo em abril, depois de subirem no mês anterior – as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caíram 11,8%, enquanto as de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos tombaram 17%.

“Tivemos também uma redução da massa salarial que, entre o trimestre encerrado em março para o encerrado em abril, caiu 3,3%, algo em torno de R$ 7 bilhões. Isso também refletiu nessas atividades consideradas essenciais”, explicou Santos.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas despencaram 17,5% em abril, sendo que a atividade de veículos, motos, partes e peças apresentou perdas de 36,2% e a de material de construção recuou 1,9%.

“A queda foi generalizada e em quase todas elas foi recorde, com exceção de veículos, móveis e material de construção, que tiveram quedas maiores no mês anterior. São sete recordes negativos em abril”, completou Santos.

O IBGE informou ainda que, do total de empresas consultadas, 28,1% relataram impacto em suas receitas em abril das medidas de isolamento social, contra 14,5% no mês de março. (Reuters)

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