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Construção gerou 30.956 postos de trabalho em Minas no acumulado de janeiro a outubro | CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE/Arquivo DC

Assim como muitos outros setores, a construção civil também apostava em 2020 como o ano da recuperação dos negócios. Depois de registrar queda de quase 30% no período de 2014 a 2018, e alta de 1,5% no Brasil e 4,6% em Minas em 2019, o setor iniciou o ano com expectativas de crescer de 2% a 3%. No entanto, os impactos da pandemia de Covid-19 alteraram os rumos e o setor prevê fechar o exercício com queda de 3%. Já para 2021 é aguardada alta de 4%.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares, este foi um ano totalmente atípico, mas de muito aprendizado e superação. Para ele, os primeiros impactos da crise sanitária no País indicavam um grande prejuízo para o setor. No entanto, “a colaboração e a perspicácia” do governador Romeu Zema (Novo) em classificar a atividade como essencial fez toda a diferença.

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“Caso contrário, estaríamos parando 225 canteiros de obras naquele momento e teríamos um caos social somado ao caos da saúde”, afirmou.

E o que aconteceu foi o contrário, conforme detalhou a assessora econômica da entidade, Ieda Maria Pereira Vasconcelos, durante apresentação do balanço do setor em 2020. Segundo a economista, a construção civil nacional e mineira registraram crescimento expressivo no terceiro trimestre e, apesar da base de comparação enfraquecida (segundo trimestre), o resultado é importante. Os números foram de 5,6% e 6,5%, respectivamente.

De toda maneira, ela lembrou que os números ainda estão aquém do período pré-pandemia e do pico das atividades em anos anteriores. “O ano começou com expectativas que foram frustradas pela pandemia. No entanto, no terceiro trimestre observamos forte crescimento do setor. Além disso, em um ano em que o mercado de trabalho foi o grande desafio da economia, a construção civil surgiu como uma importante opção, sendo o setor que mais gerou novos postos no País e em Minas Gerais”, ressaltou.

Empregos – Segundo o balanço, de janeiro a outubro, foram 138.059 novos postos de trabalho com carteira assinada no País, conforme os dados do Caged, divulgados pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Este foi o melhor resultado gerado pelo setor, para este período, desde 2013, quando 207.787 novas vagas foram geradas.

Em Minas, no mesmo período, a construção gerou 30.956 novos postos de trabalho, sendo o melhor resultado gerado pelo setor no Estado, para este período, desde 2012, quando 47.652 novas vagas foram criadas. “Na Capital, o setor foi o único com superávit nos empregos nos dez meses de 2020”, completou.

Vendas de imóveis estão em alta e estoques ficam baixos

Em relação ao mercado imobiliário, especificamente, o vice-presidente da Área Imobiliária da entidade, Renato Michel, ressaltou o grande crescimento das vendas no decorrer do exercício e a alta em menor volume dos lançamentos, resultando em forte redução dos estoques.

Para ele, o bom desempenho do mercado imobiliário mesmo diante do cenário desafiador pode ser atribuído a três principais questões: ressignificação do imóvel para as pessoas, a partir do distanciamento social; rápida adaptação das empresas ao digital; e taxa básica de juros (Selic) em menor patamar histórico.

“Não foi um ano ruim, mas desafiador. A construção se reinventou nas obras, nos sistemas e nas vendas. Isso serviu para fortalecer o setor de construção, o que nos dá uma perspectiva muito boa para o ano que vem”, revelou.

Neste sentido, o balanço do Sinduscon-MG mostra incremento de 8,4% nas vendas de imóveis novos no País e queda de 27,9% nos lançamentos, no acumulado dos primeiros nove meses de 2020.

Em Belo Horizonte e Nova Lima (RMBH), de janeiro a outubro, o número de unidades novas vendidas foi de 3.431 (30,31%). Além disso, observa-se que, nos primeiros dez meses do ano, apesar dos lançamentos registrarem incremento de 10,94% na comparação com os mesmos meses do ano passado, ainda ficaram inferiores ao número de vendas.

Assim, o estoque de unidades novas disponíveis para comercialização caiu 25,56%, atingindo um dos menores patamares da série histórica e considerando a venda média mensal em 2020, o estoque atual de 3.049 unidades conseguiria atender as cidades de BH e Nova Lima por apenas nove meses.

Com o baixo patamar de estoque disponível para comercialização e o incremento expressivo no preço dos insumos, o preço dos imóveis novos cresceu 9,03% nos primeiros dez meses de 2020.

Por isso, conforme Renato Michel, este é o momento ideal para comprar imóveis. “O mercado está em ascensão, as vendas vêm crescendo e acredito que 2021 essa tendência permaneça. Pois, o aquecimento somado ao aumento dos preços dos materiais observado neste exercício, certamente também influenciará o comportamento dos preços dos imóveis”, alertou.

Preços de insumos preocupam, aponta a Cbic

São Paulo – A indústria da construção projeta crescimento para 2021, mas vê as altas de preços de insumos e a escassez de matéria-prima como maiores riscos, enquanto segmentos de edificações tentam repor estoques e se preparam para lançamentos maiores no próximo ano.

Segundo dados divulgados ontem pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o PIB do setor em 2021 deve crescer 4%, maior expansão desde os 4,5% registrados em 2013. Para este ano, a previsão é de queda de 2,8%.

Parte do crescimento virá do segmento de edificações, que reduziu estoques neste ano em meio aos efeitos da pandemia. De janeiro a novembro, enquanto os lançamentos de imóveis caíram 10,5%, as vendas subiram 23,7%, gerando uma queda de 13% na oferta final do segmento, segundo dados da Cbic.

“O que está nos preocupando é que os preços subiram e temos obras contratadas para entregar. O real já se valorizou e os preços continuam subindo. Hoje mesmo acabei de receber nova leva de aumento dos preços do cimento”, disse o presidente da Cbic, Jose Carlos Martins, em apresentação on-line.

“O desabastecimento (de insumos) também não acabou. Tem o caso sério do PVC, que não temos expectativa sobre quando vai entrar em ritmo normal”, acrescentou.

Em apresentação a jornalistas, a Cbic citou que de janeiro a novembro os preços de tubos e conexões de PVC acumularam alta de 41,1%, enquanto cimento teve aumento de 26,7%. Outros insumos como condutores elétricos tiveram reajuste de 52,4%, enquanto vergalhões subiram 26,6%.

“Estamos otimistas sobre 2021, mas muito preocupados com o desabastecimento e dos custos dos materiais”, disse Martins.

A entidade afirmou que apenas em novembro os preços de vergalhões subiram 4,6%, enquanto cimento foi reajustado em 3% e condutores elétricos, em 9,5%.

O executivo citou entre motivos para o otimismo a aprovação do programa habitacional “Casa Verde e Amarela”, que substituirá o Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, o programa aprovado no Senado na semana passada, é “menos engessado” que seu predecessor.

“A consequência, por exemplo, é que a própria Caixa Econômica tem mais liberdade para regulamentar as coisas e não demora muito para o programa dar resultado”, disse Martins.

Ele disse ainda que a partir do segundo semestre do 2021, a indústria da construção sentirá os efeitos das concessões feitas neste ano em áreas como transporte e saneamento.

Questionado sobre notícias de que o governo está se preparando para permitir nova rodada de saques emergenciais do FGTS em 2021, Martins mostrou contrariedade.

“Não é possível que não tenham entendido que pegar uma gota não adianta nada e que isso vai parar em consumo de produto importado da China…Não acreditamos que um governo que está querendo arrumar o Brasil vai cometer este erro de novo.”

Em 2019, o governo permitiu saques de R$ 500 por conta de FGTS, estimando injeção de R$ 40 bilhões na economia. (Reuters)

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