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Desocupação em Minas sobe para 11,5% no 1º trimestre

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Crédito: Pedro Ventura/Agência Brasília.

A taxa de desocupação em Minas Gerais chegou a 11,5% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número representa um aumento de 2 pontos percentuais (p.p.) em comparação com o último trimestre de 2019, quando a taxa era de 9,5%. A taxa de desocupação do Estado permanece abaixo da registrada no País, que é de 12,2%.

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De acordo com o coordenador da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do IBGE em Minas, Gustavo Geaquinto, é possível que esses números já reflitam os impactos das medidas de isolamento social adotadas para combater o novo coronavírus (Covid-19). No entanto, diz ele, a próxima publicação é que poderá deixar esses reflexos mais claros, uma vez que as ações de distanciamento foram adotadas apenas na segunda quinzena de março.

Por enquanto, o que mais ajuda a explicar esses resultados são mesmo os fatores sazonais. Geaquinto destaca que o primeiro trimestre do ano, analisando a série histórica, já costuma apresentar taxas de desocupação maiores do que as verificadas no trimestre anterior. Isso porque no fim do ano verifica-se uma abertura muito grande de vagas temporárias, típicas para as vendas relacionadas às datas comemorativas da época, entre outras.

“No primeiro trimestre do ano, a taxa de desocupação tende a aumentar. É possível que já tenha um efeito do Covid-19, mas existe, também, um efeito sazonal”, avalia o coordenador da Pnad Contínua em Minas.

Os dados do IBGE também mostram que, quando se faz uma comparação com o primeiro trimestre de 2019, Minas Gerais não teve uma variação significativa estatisticamente em relação à taxa de desocupação. No Brasil, por sua vez, houve uma queda de 0,5 p.p.

Mais dados – Os números da entidade também mostram que no primeiro trimestre deste ano, a força de trabalho mineira era composta por cerca de 11,1 milhões de pessoas. Dessas, 9,9 milhões estavam ocupadas, enquanto 1,3 milhão estavam desocupadas.

Além disso, ainda no primeiro trimestre deste ano, a taxa total de subutilização, classificação que agrupa a população desocupada e também a subocupada por insuficiência de horas trabalhadas, chegou a 23,4% no Estado, o equivalente a 2,8 milhões de indivíduos. Já a população desalentada era de 451 mil pessoas no mesmo período.

Formalização – A população ocupada em Minas Gerais no primeiro trimestre deste ano se dividia em 67,6% de empregados (inclusive do setor público e os domésticos), 5,4% de empregadores, 24,9% de pessoas que atuam por conta própria e 2,1% de trabalhadores familiares auxiliares. No setor privado, 76,7% dos ocupados tinham carteira assinada.

Por setores – Gustavo Geaquinto destaca que quando se compara o número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre deste ano em relação ao último trimestre de 2019, algumas atividades apresentaram recuos.

É o caso da retração de 11,6% de trabalhadores na construção, de 7,9% em alojamento e alimentação e de 7,2% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas. Um dos fatores que explicam a queda no comércio, lembra ele, tem a ver com a contratação de temporários.

Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, houve crescimento de 8,1% de ocupados na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e um aumento de 11,4% no número de pessoas trabalhando na categoria outros serviços.

Rendimento – Por fim, os dados do IBGE mostram que o rendimento médio do trabalho dos mineiros foi de R$ 2.077 no primeiro trimestre deste ano e não apresentou variação significativa em relação ao mesmo trimestre do ano passado e nem na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Em todo o Brasil, o rendimento médio foi de R$ 2.398.

“A massa de rendimentos reais habitualmente recebidos em todos os trabalhos pelos ocupados no Estado atingiu R$ 20 bilhões no primeiro trimestre, o que representa 9,3% da massa de rendimentos reais do País (R$ 216,3 bilhões)”, finaliza o IBGE.

Kerry realiza demissões no País, apontam sindicatos

São Paulo – A empresa irlandesa de alimentos e ingredientes Kerry está reduzindo o número de funcionários no Brasil em resposta às mudanças no mercado causadas pelo surto do novo coronavírus, disseram três líderes sindicais.

As demissões afetam quase 8% dos quadros da companhia no País, de acordo com cálculos da Reuters.

A Kerry teve um início de ano promissor, mas desde março as medidas de isolamento social no mundo afetaram a demanda de clientes em restaurantes, cadeias de fast food e bares, o que atingiu empresas que atuam como fornecedoras nesses segmentos.

A divisão de sabor-e-nutrição da Kerry nas Américas possui receita anual de 3,2 bilhões de euros (US$ 3,46 bilhões), com o chamado food service correspondendo a 30% das vendas, segundo informações públicas.

Em nota à Reuters, a Kerry disse que todas as seis instalações no Brasil estavam “totalmente operacionais”, sem dar detalhes.

No entanto, em Cotia, onde a Kerry fabrica produtos como maionese e molho de tomate vendidos para o Mcdonald’s, algumas linhas de produção foram temporariamente fechadas em meio à pandemia, disse o diretor sindical, Januncio Batista de Araujo Neto.

Ele estimou que 50 pessoas foram demitidas, reduzindo o número de funcionários na planta para cerca de 350.

Em Campinas, onde funciona a sede da Kerry no Brasil, Marcos Araujo, presidente do sindicato local, disse que a produção não foi interrompida, apesar de ele admitir que demissões pontuais ocorreram.

Outro local afetado pelos cortes é Três Corações, no Sul de Minas, onde são feitos produtos lácteos e ingredientes de carne. Ali, 34 pessoas foram demitidas até agora, afirmou Rogerio Prado Ribeiro, presidente do sindicato local. A outra novidade é que a fábrica de Três Corações agora opera seis e não sete dias por semana, disse o dirigente.

Uma fonte próxima à empresa, afirmando que a Kerry emprega 1.100 pessoas no Brasil, contou haver “um número muito pequeno de demissões”, mas preferiu não se aprofundar.

A fonte citou ainda dispensas “sazonais” devido à menor demanda por produtos como sorvete, à medida que o inverno se aproxima no hemisfério sul.

A Kerry espera tempos difíceis, segundo comunicado ao mercado em 30 de abril. Devido às incertezas relacionadas aos desdobramentos da pandemia de Covid-19, ela retirou todas as projeções financeiras para o ano divulgadas em fevereiro.

A Kerry disse ainda que o impacto da pandemia no desempenho do segundo trimestre será pior do que no trimestre anterior. (Reuters)

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