Quilometragem, cor e manutenção: o que mais desvaloriza um carro usado?
A desvalorização dos veículos ao longo do tempo é uma preocupação para quem pretende vender ou trocar de carro. Além da idade e da quilometragem, fatores como histórico de manutenção, estado de conservação e até a cor podem influenciar o valor de revenda.
O CEO e sócio da Vaapty, empresa especializada na intermediação de venda de veículos, Miguel Henrique Souza, explica o que pesa na avaliação de um automóvel e como reduzir as perdas na negociação.
Mercado de carros usados cresce e exige atenção do proprietário
O mercado de veículos seminovos e usados registrou crescimento nos primeiros cinco meses de 2026. Segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), foram comercializadas 904.025 unidades entre janeiro e maio, alta de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Nesse cenário, o especialista destaca que a manutenção preventiva é um dos principais cuidados para preservar o valor de revenda do automóvel. Segundo ele, o histórico de revisões pode influenciar a avaliação feita por potenciais compradores.
“A revisão do veículo não deve ser vista como um gasto, mas como um investimento que impacta diretamente o valor de revenda. Um carro com histórico de manutenção preventiva em dia, principalmente quando as revisões são realizadas em concessionárias ou oficinas certificadas, transmite mais segurança e credibilidade ao comprador, o que pode resultar em uma negociação mais valorizada. Por outro lado, a ausência de revisões comprovadas ou serviços mal executados gera desconfiança imediata, comprometendo a percepção de conservação do veículo e acelerando sua desvalorização”, ressalta.
Segundo Miguel Henrique Souza, veículos com revisões realizadas em concessionárias costumam alcançar valores mais elevados na revenda. Em contrapartida, manutenções mal executadas e a utilização de peças não originais podem comprometer a avaliação do automóvel.
A quilometragem também influencia o preço de revenda. Segundo Miguel Henrique Souza, veículos com quilometragem elevada podem sofrer desvalorização de até 20%, dependendo das condições de uso e conservação.
A cor do carro influencia o valor de revenda?
A cor do veículo também pode influenciar a negociação. Segundo o executivo, automóveis de cores neutras, como preto, prata e branco, costumam ter maior aceitação no mercado de seminovos.
“A cor vai além da questão de estilo. No momento da revenda, ela se transforma em um fator de negociação. Opções mais neutras são mais procuradas, e isso impacta diretamente o valor final”, acrescenta.
Como evitar a desvalorização de um carro usado
Além da manutenção, da quilometragem e da cor, outros fatores podem influenciar o valor de revenda:
- estado de conservação da lataria e da pintura;
- conservação do estofamento e do painel;
- histórico de colisões;
- presença de ferrugem, amassados ou riscos;
- modelos e marcas descontinuados pelas montadoras.
Para reduzir a desvalorização e melhorar as condições de negociação, Miguel Henrique Souza recomenda:
- realizar os reparos necessários;
- manter a pintura em bom estado;
- fazer revisões periódicas e guardar os comprovantes de manutenção;
- providenciar um laudo cautelar para apresentar ao comprador;
- evitar modificações estéticas radicais;
- preservar o histórico de conservação do veículo.
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