Economia

Dia dos Pais: belo-horizontinos devem gastar R$ 262 com presentes; confira os preferidos

Pesquisa da CDL/BH mostra alta de 15,6% no tíquete médio para a data; roupas, calçados e cosméticos lideram a lista de presentes na capital mineira
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Dia dos Pais: belo-horizontinos devem gastar R$ 262 com presentes; confira os preferidos
Foto: Alisson J. Silva/ Arquivo/ Diário do Comércio

Uma pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) revela que, neste Dia dos Pais de 2026, os consumidores da capital mineira devem desembolsar, em média, R$ 262,20 com presentes. O valor é 15,6% superior ao registrado na mesma data de 2025, quando o tíquete médio foi de R$ 226,77, e deve ser destinado principalmente à compra de roupas, calçados e cosméticos.

O levantamento foi realizado entre 22 e 25 de junho com 200 consumidores da Capital e mostra que 39% dos entrevistados pretendem comprar presentes para a data comemorativa. Na lista dos itens mais procurados, as roupas lideram, escolhidas por 35,8% dos consumidores. Em seguida aparecem calçados (16,8%), cosméticos (15,8%), acessórios, como relógios, cintos, carteiras e óculos (7,4%), e eletrônicos (4,2%).

O levantamento também mostra que parte dos consumidores está disposta a investir mais neste ano. Entre aqueles que compraram presentes no Dia dos Pais de 2025 e pretendem repetir a compra em 2026, 46% afirmaram que gastarão mais, enquanto 41,3% pretendem manter o mesmo valor desembolsado. Outros 7,9% estimam reduzir os gastos.

“O aumento do tíquete médio é um sinal positivo para o comércio de Belo Horizonte. Além da intenção de investir mais nos presentes, observamos uma concentração da demanda em categorias que têm forte presença no varejo local”, comenta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Lojas físicas seguem como preferência

O comércio presencial continua sendo a principal escolha dos consumidores para a compra dos presentes. Segundo a pesquisa, 74,4% pretendem realizar pelo menos parte das compras em lojas físicas. Desse total, 59% afirmam que comprarão exclusivamente nesse canal, enquanto 15,4% devem combinar compras presenciais e pela internet.

Entre os locais preferidos estão shopping centers e lojas de rua, ambos citados por 31,2% dos entrevistados. Também aparecem shoppings populares (7,8%), mercados (3,9%), outlets (3,9%), pequenos comerciantes (2,6%) e feiras livres (1,3%).

“A preferência pelas lojas físicas demonstra que o consumidor valoriza a experiência de compra, especialmente em uma data marcada pelo vínculo afetivo. Poder comparar produtos, receber orientação dos vendedores e sair da loja com o presente em mãos continuam sendo diferenciais importantes”, avalia Souza e Silva.

Pix lidera forma de pagamento

O pagamento à vista deve predominar entre os consumidores. Segundo o levantamento, 60% pretendem quitar a compra sem parcelamento, sendo o Pix a modalidade mais utilizada, escolhida por 30,8% dos entrevistados. Já entre os 40% que devem recorrer ao pagamento parcelado, a expectativa é dividir as compras, em média, em até três vezes.

Almoço em família também entra no orçamento

Além dos presentes, parte dos belo-horizontinos pretende celebrar a data com reuniões familiares. Do total de entrevistados, 36,5% afirmaram que vão realizar alguma comemoração especial. O almoço em família lidera as preferências, citado por 79,5% desse grupo, seguido pela ida a restaurantes (15,1%). O gasto médio previsto para essas celebrações é de R$ 340,30.

Os principais homenageados continuam sendo os próprios pais, lembrados por 67,9% dos consumidores. Também aparecem na lista maridos ou pais dos filhos (23,1%), avôs (5,1%), irmãos (5,1%) e filhos (3,8%).

Ausência da figura paterna é principal motivo para não presentear

Apesar da movimentação esperada no comércio, 58% dos entrevistados disseram que não pretendem comprar presentes neste Dia dos Pais. O principal motivo apontado é a ausência da figura paterna, mencionada por 69% desse grupo.

Também foram citados a distância física do homenageado (9,5%), dificuldades financeiras (6%), falta do hábito de presentear (4,3%), endividamento (2,6%) e desemprego (1,7%).

Outro comportamento identificado pela pesquisa é o hábito de deixar as compras para os últimos dias. Entre os consumidores que pretendem comprar na semana que antecede a data, a falta de tempo e o costume de deixar a compra para a última hora foram os motivos mais citados, ambos com 27,9% das respostas. Outros 9,8% afirmaram que preferem esperar por inspiração antes de escolher o presente.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG, pós-graduanda em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.

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