Dólar salta 1,38% no Brasil em dia de avanço firme da divisa no exterior

Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,35%, a R$ 4,9610

4 de dezembro de 2023 às 17h49

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Crédito: REUTERS/Gary Cameron

São Paulo – O avanço dos rendimentos dos Treasuries nesta segunda-feira definiu a alta firme do dólar em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a divisa norte-americana subiu mais de 1% ante o real, com parte dos investidores aproveitando a sessão para realizar lucros antes da bateria de dados desta semana.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9485 na venda, em alta de 1,38%.

Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,35%, a R$ 4,9610.

O dólar subiu ante o real durante toda a sessão. Às 9h29, a moeda registrou a cotação mínima de 4,8898 reais (+0,17%), mas depois disso escalou patamares mais elevados.

Operador ouvido pela Reuters afirmou que o avanço dos rendimentos do título norte-americano de dez anos – uma referência global de investimentos – foi o que definiu a forte alta do dólar no Brasil, em sintonia com os ganhos vistos também no exterior.

Além disso, conforme o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado, parte dos investidores embolsava lucros mais recentes antes da divulgação de dados econômicos importantes no restante da semana.

“Estamos vendo um pessoal colocando um pouco (do lucro) no bolso, antes da bateria de dados que teremos. Isso é saudável, após semanas de rali”, disse Machado. “Nós também já víamos que o rali parecia carecer de novos gatilhos para o dólar ir mais para baixo.” Em novembro, o dólar acumulou queda de 2,48% ante o real.

Neste pregão, a divisa à vista marcou a cotação máxima de R$4,9545 (+1,50%) às 15h59, para depois encerrar com cotação não muito distante deste patamar.

Na terça-feira, saem nos EUA os dados do PMI de serviços e o relatório JOLTS de empregos, além do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre. Na sexta-feira serão divulgados os números do relatório de empregos payroll nos EUA, cujos números serão checados com lupa pelos investidores.

Na manhã desta segunda-feira, o Banco Central informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 230 milhões em outubro, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 1,62% do PIB. O resultado veio melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um saldo negativo de US$ 399 milhões em outubro.

Também pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

Às 17:16 (de Brasília), o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,55%, a 103,690.

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