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Economia da Copa em Minas: quem ganha e quem perde em dias de jogos do Brasil?

Dados mostram alta nas vendas de bares, bebidas e carnes durante a estreia da seleção, enquanto restaurantes e lanchonetes registraram queda no movimento
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Economia da Copa em Minas: quem ganha e quem perde em dias de jogos do Brasil?
Camisas e conjuntos da seleção devem ser os itens mais vendidos em BH | Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Enquanto alguns estabelecimentos do setor de alimentação registraram crescimento de dois dígitos com a Copa do Mundo, outros foram impactados negativamente. É o que mostra um levantamento feito pelo Itaú Unibanco. Segundo o estudo, bares, bebidas e carnes tiveram aumento nas vendas durante a estreia do Brasil. Na contramão, restaurantes e lanchonetes perderam movimento, refletindo uma mudança no padrão de consumo dos mineiros nos dias de partida.

No último sábado (13), quando o Brasil enfrentou o Marrocos às 19h, as vendas em bares cresceram 16,7% em Minas Gerais na comparação com o mesmo sábado de 2025. O consumo de carnes avançou 21,8% e o de bebidas aumentou 17,4%. Na direção oposta, as vendas em restaurantes recuaram 8,2% e as lanchonetes registraram queda de 6,6%. Segundo o levantamento, os dados consideram pagamentos realizados por cartões, Pix QR Code e Pix Transferência de pessoas físicas para empresas.

Os resultados confirmam a expectativa traçada por empresários e entidades do setor antes do início da competição. Em Minas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) projeta manter o crescimento de até 30% no faturamento registrado durante a Copa de 2022.

A presidente da entidade, Karla Rocha, atribuiu o otimismo ao calendário da competição. “São dias nos quais já registramos um bom movimento”, explica, ao comentar os horários dos primeiros jogos da seleção brasileira.

Consumo migra para bares e reuniões em casa

Os dados do Itaú mostram que a estreia da seleção favoreceu estabelecimentos ligados ao consumo coletivo e também as compras para consumo doméstico. O avanço nas vendas de carnes e bebidas sugere que muitos consumidores optaram por reunir amigos e familiares em casa para acompanhar a partida.

A tendência também é esperada pela indústria cervejeira. A cervejaria mineira Krug Bier projeta aumento de 30% nas vendas durante o torneio, enquanto o Grupo Petrópolis prevê desempenho superior ao registrado na Copa de 2022.

Para o diretor de marketing e trade do Grupo Petrópolis, João Netto, o evento representa uma das principais oportunidades de negócios do ano. “O consumo de cerveja em bares e restaurantes cresceu cerca de 30% durante os jogos do Brasil na fase de grupos da Copa de 2022. Para 2026, a expectativa é de desempenho acima da última Copa, especialmente pela favorabilidade dos horários dos jogos do Brasil”, afirmou.

Segundo ele, a competição amplia as ocasiões de consumo tanto nos lares quanto em estabelecimentos comerciais. O executivo define a Copa como um “segundo verão” para o setor de bebidas.

Impacto não é igual para todos os segmentos

Se bares, cervejarias, supermercados e açougues tendem a ganhar com os jogos da seleção, outros segmentos da economia observam o torneio com mais cautela. Levantamento citado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) aponta que, durante partidas do Brasil, o comércio pode registrar queda de até 12% nas vendas e redução de até 40% no fluxo de consumidores em shopping centers.

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