Entidades esperam cenário melhor em 2019

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Entidades esperam cenário melhor em 2019
Federação também sugeriu outras iniciativas compensatórias, como suspensão de prazos ambientais. | Foto: Charles Silva Duarte/ Arquivo DC -Alisson J. Silva

MARA BIANCHETTI

A manutenção da taxa básica de juros (Selic) pela sexta vez consecutiva em 6,5% pelo Banco Central (BC) foi recebida com otimismo pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Segundo comunicado da entidade, a decisão técnica permitirá a continuidade do estímulo à atividade econômica em todo o País.


“Esse impulso monetário permanece necessário, pois a economia brasileira ainda opera com elevada ociosidade, crescendo a um ritmo muito aquém do seu potencial”, disse a Federação por meio de nota.


Ainda conforme a Fiemg, os últimos indicadores econômicos reforçam a debilidade conjuntural da economia nacional. A exemplo do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que cresceu 0,8%, porém sobre uma base de comparação deprimida em decorrência da paralisação do setor de transportes, no trimestre anterior.


“Foram justamente os setores industrial e de serviços, os mais afetados pela greve de caminhoneiros, que puxaram para cima o resultado das contas nacionais”, enfatizou a entidade.


Todavia, a Federação ponderou que no quarto trimestre, nem mesmo a redução da incerteza relacionada ao ciclo eleitoral, refletida na melhora dos indicadores de confiança, tem sido suficiente para tirar a economia da inércia. A produção industrial, por exemplo, avançou apenas 0,2% em outubro e as estimativas para novembro e dezembro não evoluem bem.


Por fim, a entidade ressaltou a perspectiva de aceleração da atividade em 2019, tendo em vista que a retomada dos anúncios de investimentos em nível nacional e estadual. “Para que esses projetos saiam do papel, é fundamental que as condições monetárias permaneçam estimulativas, permitindo que os mercados de crédito e de capitais sejam capazes de financiar adequadamente as oportunidades de negócios”, concluiu a nota.

CDL – Em nota, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, afirma que apesar de estar no menor nível desde que foi criada, em 1996, a taxa atual não é a ideal para os setores de comércio e serviços. Para o varejo, a continuidade da queda na taxa de juros é um fator primordial para fomentar o crédito e o consumo, bem como alavancar a atividade econômica, criando assim, um ambiente favorável para a expansão dos negócios. Ao reduzir a taxa, o crescimento econômico é incentivado, pois os investimentos são estimulados o que leva a geração de emprego e consequentemente estimula o consumo.


“Para a CDL/BH, a queda da taxa Selic tem que vir acompanhada de medidas que fomentem a atividade produtiva, e que a longo prazo, irão gerar emprego e renda. A expectativa é que a partir de 2019, com a posse dos novos governantes e a definição clara da política econômica a ser adotada, o ritmo de crescimento da economia aumente. Além disso, esperamos que sejam aprovadas as reformas estruturais, como da Previdência e Tributária, que são essenciais para a sustentabilidade do País”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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