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Equatorial avalia expandir negócios na área de geração renovável

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Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

São Paulo – A Equatorial Energia, que atua principalmente em distribuição e transmissão de eletricidade, tem avaliado possíveis oportunidades de expansão de seus negócios na área de geração renovável, disse ontem o presidente da companhia, Augusto Miranda.

“Estamos olhando a parte de geração… a parte de renováveis, notadamente a geração solar, inclusive a geração distribuída”, afirmou o executivo, durante transmissão ao vivo promovida pelo jornal Valor Econômico.

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A tecnologia de geração distribuída, que geralmente envolve a instalação de placas fotovoltaicas em telhados ou terrenos para atendimento direto à demanda de consumidores, tem crescido rapidamente no Brasil nos últimos anos, desde uma regulamentação criada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2015 para incentivar o segmento.

O Brasil também tem avançado nos últimos anos em grandes usinas de energia solar, que podem ser viabilizadas por empresas com a venda da produção futura em leilões organizados pelo governo para novos projetos ou com vendas diretas no chamado mercado livre de eletricidade, onde grandes consumidores como indústrias negociam seu suprimento com empresas de energia.

O CEO da Equatorial não antecipou mais detalhes sobre o apetite da empresa por investimentos em renováveis.

Também estão no radar da Equatorial oportunidades de expansão em distribuição e transmissão de energia e em saneamento, setor no qual a empresa chegou a disputar leilões recentes, como a concessão da Casal, no Alagoas, e a privatização da Cedae, no Rio de Janeiro.

“É um segmento que faz sentido, a gente tem olhado, a gente tem interesse. Depende do ativo, se for atrativo”, disse Miranda.

Ele comentou também que a Equatorial tem “estudos avançados” sobre a possível criação de uma empresa voltada a tecnologia financeira.

O movimento vem após a Energisa, que controla onze distribuidoras de eletricidade no Brasil, ter lançado no ano passado uma fintech de serviços financeiros, a Voltz.

“Hoje a Equatorial tem 10 milhões de clientes, e tem uma grande parte que não é bancarizada… então, naturalmente, nós estamos com estudos muito avançados… estamos bem avançados e justamente com o objetivo de aproveitar essa oportunidade”, disse Miranda.

Ele não revelou mais informações sobre a iniciativa ou quando ela poderia ser lançada oficialmente.

Durante a entrevista, o CEO da Equatorial também disse não acreditar que o Brasil vá enfrentar problemas de oferta de energia em 2021, apesar de uma crise hídrica histórica que tem pressionado o sistema de geração do país.

Ele disse que a atual situação é uma “viagem no tempo”, ao evocar lembranças de uma crise de energia que exigiu um racionamento no País em 2001, mas minimizou preocupações.

“Acho que as condições agora de 2021 são bem distintas, um cenário bem diferente”, afirmou.

O sistema elétrico do Brasil tem sido pressionado neste ano pelas piores chuvas já registradas na área das hidrelétricas desde 1930, quando começaram os registros. (Reuters)

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