A primeira etapa de instalação do hospital de campanha no Expominas foi concluída | Crédito: Pedro Gontijo / Imprensa MG

Dos R$ 500 milhões estimados pelo governo de Minas Gerais a serem gastos no combate ao novo coronavírus (Covid-19) no Estado, R$ 35 milhões serão aportados no hospital de campanha que está sendo construído no centro de convenções Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte. Do total, R$ 16 milhões serão alocados na contratação de pessoal e R$ 19 milhões em estrutura e equipamentos.

As informações foram dadas pelo secretário-adjunto da Saúde de Minas Gerais, Marcelo Cabral, durante entrega da primeira etapa de montagem do hospital provisório. Segundo ele, a previsão é começar a atender pacientes no final de abril, de maneira a auxiliar a rede de saúde pública estadual no enfrentamento ao coronavírus.

Neste primeiro momento, estruturas e divisórias foram erguidas dentro de um dos galpões do centro de convenções, numa área de 18 mil metros quadrados. A primeira etapa contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que além da expertise em montagem de estruturas e eventos no Expominas, ofereceu pessoal e cerca de R$ 500 mil.

“Nossa função é pró-sociedade. Ajudamos não apenas financeiramente, mas também com know-how de quem está acostumado na montagem de grandes eventos”, resumiu o superintendente de Ambiente de Negócios da Fiemg, Gustavo Macena.

Em termos econômicos, o representante da entidade defendeu que o quanto antes for possível sair da situação de distanciamento social, melhor será para atividade industrial. Ele disse que a entidade acredita na manutenção da frente produtiva e ressaltou que a indústria mineira não parou neste primeiro momento de enfrentamento da pandemia no País.

“Temos trabalhado em algumas frentes de serviço, estimulado o comércio, com todo cuidado e todas as restrições necessárias. Mas defendemos, por exemplo, que comércio de rua volte a se movimentar, para que a gente ache um time certo entre o isolamento social e a atividade econômica. O colapso também é prejudicial”, argumentou.

O secretário-adjunto de Estado da Saúde, por sua vez, reforçou que o isolamento social ainda é o meio mais eficaz para a prevenção contra o coronavírus. “Do contrário a gente faz com que possa se ter um impacto no sistema de saúde. Se não houver um esforço coletivo e conjunto, a perspectiva passa a ser ruim, porque o isolamento é que vai permitir que a gente tenha a condição de enfrentar”, reiterou.

Hospital – As próximas fases de implementação do hospital de campanha, conforme a coronel Gilmara Martins da Polícia Militar de Minas Gerais, que começam na próxima semana, preveem a instalação de equipamentos, a canalização de gases, bem como a assinatura de contratos para o fornecimento de alimentos e serviços e contratação de recursos humanos para o pleno funcionamento do hospital.

“O objetivo é desafogar as demais unidades de saúde. Aqui teremos um hospital que receberá pacientes em estágio de transição”, ressaltou. Para isso, o hospital de campanha vai contar com 768 leitos, sendo 740 destinados a pacientes que estiverem em quadro mais estável e 28 para a ala de unidade de estabilização. Além disso, cerca de 900 funcionários deverão trabalhar no local por dia, dentre profissionais da saúde e administrativos.

Além da Fiemg, que se comprometeu com a parte estrutural das obras, a rede de Supermercados BH fará a doação das camas e a empresa Belgo Mineira, dos colchões.