COTAÇÃO DE 17/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,9420

VENDA: R$4,9430

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,0400

VENDA: R$5,1520

EURO

COMPRA: R$5,2307

VENDA: R$5,2334

OURO NY

U$1.814,77

OURO BM&F (g)

R$290,29 (g)

BOVESPA

+0,51

POUPANÇA

0,7025%

OFERECIMENTO

Economia

Estado notifica Vale para adoção de medidas em áreas impactadas do rio Paraopeba

COMPARTILHE

Vista áerea do Rio Paraopeba
As ações de remoção e limpeza, segundo as recomendações enviadas pelo Sisema, deverão ser articuladas pela empresa com as prefeituras dos municípios impactados | Crédito: Sisema/Divulgação

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), por meio do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), notificou nesta terça-feira (18) a mineradora Vale para adoção de medidas em áreas impactadas pelas últimas chuvas, próximas ao Rio Paraopeba. A empresa terá que iniciar as atividades listadas de forma imediata e apresentar um plano de ação em cinco dias.

O ofício foi feito após um aumento significativo no nível e vazão do rio Paraopeba, provocado pelas chuvas ocorridas nos meses de dezembro de 2021 e janeiro deste ano. Isso acabou provocando alagamento nas margens e várzeas ao longo do rio, atingindo diversos municípios.

PUBLICIDADE




De acordo com o ofício, a Vale terá que providenciar a limpeza imediata de propriedades particulares e vias públicas, em apoio às prefeituras dos municípios atingidos pelas chuvas. A mineradora também terá que apresentar um relatório contendo as ações realizadas.

As ações de remoção e limpeza, segundo as recomendações enviadas pelo Sisema, deverão ser articuladas pela empresa com as prefeituras dos municípios impactados.

O ofício também determina que a mineradora terá que realizar a destinação adequada de todo material removido das áreas atingidas e apresentar delimitação da área de inundação até o reservatório da usina hidrelétrica de Retiro Baixo, referente ao período chuvoso 2020/2021.

Acompanhamento

O presidente da Feam, Renato Teixeira Brandão, disse que o órgão já esteve em campo para verificar locais em que as enchentes provocaram impactos e que seguirá acompanhando as ações de remoção do material depositado. Brandão também ressalta que a Feam estará avaliando, em conjunto com o Sisema, a documentação que deverá ser entregue pela Vale.

PUBLICIDADE




“No âmbito do Plano de Recuperação da Bacia do Paraopeba as ações de monitoramento dos impactos das enchentes estão contempladas nos impactos a serem mensurados e recuperados pela Vale. A mancha referente ao período de cheias anterior (2019-2020) já foi elaborada pela empresa e também a do período atual deverá ser elaborada e validada pelo órgão ambiental, considerando que se trata ainda de impactos secundários do rompimento da barragem B-I”, afirma Renato.

Outras medidas

A Vale também terá que implementar o Plano de Garantia de Disponibilidade de Água Bruta para os usos e intervenções em recursos hídricos nas áreas potencialmente impactadas, para garantir o fornecimento de água bruta para os usos e intervenções em recursos hídricos que foram atingidos pela inundação no período chuvoso.

Outra ação a ser tomada é a apresentação de proposta de complementação do Programa de Caracterização dos Solos nas Áreas Inundadas, já em execução pela Vale, incluindo as áreas atingidas pelas chuvas. A mineradora também terá que averiguar a existência de poços de captação de água para consumo humano inundados, bem como a realização do monitoramento de metais e outras substâncias nos poços atingidos pela área de abrangência das enchentes.

Ao longo de todos os rios afetados, a Vale terá que executar ações de estabilização de taludes e margens, garantindo a segurança de áreas de encostas e declives, e também garantir ações de disciplinamento de drenagens ao longo das margens dos rios, evitando processos erosivos e consequente carreamento dos rejeitos.

Por fim, está prevista a realização de manutenção das estruturas danificadas pelas chuvas ao longo dos rios, tais como obras de bioengenharias e cercamentos.

Qualidade da água

Cabe destacar que o Estado ainda recomenda a não utilização da água bruta do rio Paraopeba para qualquer fim, como medida preventiva, no trecho que abrange os municípios de Brumadinho até o limite da usina hidrelétrica de Retiro Baixo, em Pompéu – aproximadamente 250 quilômetros de distância do rompimento.

A população pode se manter informada acerca dos resultados do monitoramento do rio Paraopeba por meio do Boletim do Cidadão, publicado mensalmente com os resultados do acompanhamento da qualidade da água para os parâmetros com maior predominância de concentrações elevadas. As análises podem ser acessadas por meio deste link.

“O boletim é uma ferramenta que o Igam utiliza para divulgar os principais resultados do acompanhamento periódico que o instituto faz na bacia do Paraopeba, como forma de transmitir essa informação de forma clara e objetiva para que a população – em especial, ribeirinha – possa acompanhar a qualidade das águas do Paraopeba”, destaca Marcelo da Fonseca, diretor-geral do Igam.

Posicionamento da Vale

A Vale informa que recebeu o ofício e está acompanhando a situação das áreas alagadas em decorrência das fortes chuvas que atingiram a bacia do Paraopeba nas últimas semanas – quando o rio registrou sua maior vazão, 2.040 m³/s, na estação de monitoramento Porto Mesquita, em Pompéu, desde o início do seu monitoramento pelos órgãos ambientais, em 1966. A empresa está prestando apoio para as comunidades localizadas às margens do Paraopeba, entre Brumadinho e Pompéu, e avaliando os eventuais efeitos causados pelos alagamentos que possuem relação com os impactados do rompimento da barragem B1 em 2019.

Após o término das avaliações, e caso sejam identificados eventuais impactos relativos ao rompimento, estes serão devidamente tratados conforme se faça necessário.

É importante destacar que o rejeito de minério de ferro é formado em sua maioria por minerais ferrosos e quartzo, sendo classificado como não perigoso e consequentemente não tóxico, conforme NBR 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Desde o rompimento, a Vale executa um amplo programa de monitoramento e investigação geoquímica para elucidar as características químicas do material e dos solos naturais que foram impactados. Até o fim de 2021, foram coletadas 685 amostras de rejeito, entre coletas feitas pela Vale e instituições de ensino e pesquisa. Todas as amostras do programa são enviadas para laboratórios especializados. Esses estudos consideram condições geoquímicas específicas, com a utilização de metodologias reconhecidas internacionalmente. Os dados são igualmente avaliados pelos órgãos ambientais e acompanhados por auditoria do Ministério Público.
Como ações de apoio, desde o último dia 8 de janeiro, a Vale tem atuado com foco na assistência aos moradores atingidos pelas fortes chuvas, em garantir a segurança de suas equipes e no apoio irrestrito ao poder público e Defesa Civil, com o fornecimento de recursos e equipamentos para prestar apoio às comunidades.

Como exemplo, na bacia do Paraopeba a Vale entregou mais de 317 mil litros de água, além de cestas básicas, produtos de limpeza, higiene pessoal e EPI´s. Além disso, foram disponibilizados barcos e caminhões para resgate de atingidos. Nossas equipes de Relacionamento com a Comunidade e Relacionamento Institucional estão em contato permanente com os moradores e com o poder público para colher demandas, dar informações e prestar o suporte necessário. (assessoria de imprensa Vale)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!