Estudo aponta limite para desenvolvimento

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Cerca de 30 entidades que integram o movimento “Mais Imposto Não!” são contrárias às mudanças propostas pelo Projeto de Lei 1749/15, referente ao novo Plano Diretor de Belo Horizonte. O grupo participará hoje e amanhã do seminário promovido pela Câmara Municipal da Capital para debater o projeto.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Teodomiro Diniz Camargos, o movimento “tentará sensibilizar os agentes e a sociedade para os riscos do modelo a ser adotado”.

Para isso, as entidades se basearão no estudo “Desenvolvimento Urbano e Econômico: Uma conexão entre práticas de planejamento urbano, estrutura urbana espacial e desenvolvimento econômico”, realizado pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), arquiteto e economista Thiago Jardim.

De acordo com Jardim, o estudo demonstra que as propostas do novo Plano Diretor de Belo Horizonte podem limitar o desenvolvimento econômico da capital mineira. Segundo ele, uma simples simulação de redistribuição da população belo-horizontina, levando em conta os interesses do mercado, mostra um impacto da ordem de 30,5% no Produto Interno Bruto (PIB) local.

Além disso, a perspectiva de aumento da restrição à construção com a outorga onerosa e a redução dos coeficientes para 1.0, previstas no projeto de lei, reforçará os padrões ineficientes de desenvolvimento experimentado nas últimas décadas em todo o Brasil.

“Trata-se de uma política de controle equivocada com efeitos prejudiciais à economia”, disse.
A pesquisa avaliou metrópoles internacionais como Chicago, Nova York, Londres, Paris, Berlim, Moscou, Joanesburgo, Cidade do Cabo, Mumbai, Seul, Xangai e Singapura, além de 50 cidades brasileiras, incluindo as 27 capitais. E mostrou que a inexistência de arranha-céus nas capitais brasileiras – edifícios acima de 200 metros de altura – é justificada pelo caráter restritivo das legislações de uso e ocupação do solo.

Para se ter uma ideia, conforme o especialista, enquanto o potencial de construção nos centros das principais metrópoles do mundo varia entre 10 e 30, o potencial básico de construção no centro de Belo Horizonte é de 2.7. Já em São Paulo é de 2.0 podendo chegar a 4.0 por meio da outorga onerosa. (MB)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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