Agronorte investe R$ 10 milhões em fábrica de ração adquirida no Sul de Minas
A Agronorte está investindo cerca de R$ 10 milhões na fábrica de ração localizada em Três Corações, no Sul de Minas Gerais. Os recursos são destinados a reformas, modernização das estruturas de armazenagem e moagem, além de serviços de manutenção elétrica e predial.
Os investimentos marcam uma nova fase da planta, adquirida pelo grupo tocantinense no início de 2026. A fábrica estava desativada desde outubro de 2025, quando a norte-americana Archer Daniels Midland (ADM), proprietária desde 2019, decidiu encerrar as operações no local. O fechamento teria provocado cerca de 800 demissões.
Anunciado em janeiro e concluído em abril, o negócio teve valor não divulgado e também incluiu a aquisição da marca Total Alimentos. A empresa era proprietária da fábrica até ser adquirida pela francesa InVivo, em 2014. Posteriormente, a ADM comprou a Neovia, divisão de nutrição e saúde animal da InVivo, incorporando a unidade mineira.
Após a aquisição, a marca Total Alimentos passou a se chamar Total Agronorte e assumiu a operação da fábrica. A unidade foi reativada no fim de maio, ampliando a capacidade produtiva instalada do grupo e a capilaridade do conglomerado.
Fábrica mineira amplia capacidade produtiva da Agronorte
A fábrica de Três Corações está entre as maiores do País no setor de nutrição animal, com capacidade para produzir aproximadamente 520 mil toneladas de ração por ano. O volume potencial é mais que o dobro da capacidade da unidade da Agronorte em Tocantinópolis (TO), de 240 mil toneladas anuais.
O portfólio da Total Agronorte reúne mais de mil SKUs (unidades de manutenção de estoque), com produtos destinados a bovinos, equinos, suínos, aves, peixes e animais de estimação. A aquisição também permitiu ao grupo incorporar linhas de produtos que não fabricava anteriormente, principalmente para pets.
A planta de Três Corações destina 30% da produção à exportação, principalmente para países da América do Sul e do Caribe, enquanto os 70% restantes são comercializados no mercado brasileiro. No País, o Sudeste concentra a maior parte das vendas, seguido pelas regiões Sul e Centro-Oeste, mercados que não eram atendidos anteriormente pelo grupo.
Segundo o CEO da Total Agronorte, Vinícius de Carvalho, a aquisição da fábrica mineira permitiu à Agronorte ampliar sua atuação de regional para nacional, com vendas de ração para praticamente todo o Brasil. O executivo destaca que a produção ainda não contempla todo o portfólio da marca, mas 217 SKUs já voltaram a ser fabricados.
Agronorte prevê 450 empregos e produção de 40 mil toneladas no primeiro ano
Carvalho explica que a retomada das atividades ocorrerá de forma gradual, com aumento progressivo da produção e do número de funcionários. Para o primeiro ano de operação, a previsão é produzir 40 mil toneladas de ração e alcançar um quadro de 450 trabalhadores. Segundo o executivo, a meta é atingir a capacidade plena da fábrica em sete anos, com novas contratações ao longo desse período.
“Quando se fala em nutrição animal, essa fábrica é uma das referências nacionais de tamanho e complexidade. Temos a grande missão de fazê-la rodar bem e restaurar os empregos que foram perdidos”, afirma.
“Vínhamos com outro projeto de expansão, mas tivemos a oportunidade de adquirir essa planta e acessar novos mercados, então resolvemos entrar nessa operação e abandoná-lo. A gente vinha estruturando uma planta nova em Gurupi [Tocantins], porque a fábrica de Tocantinópolis está bem cheia e a ideia era suprir um pouco do volume de que precisamos para cobrir a região. Estávamos bem limitados no que diz respeito ao crescimento”, completa.
Publicidade Legal
Impresso
Ver outras datasDigital
Ver outras datasOuça a rádio de Minas