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Faturamento das indústrias de artefatos de borracha recua 50%

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A redução na atividade econômica afeta a indústria de artefatos de borracha | Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A suspensão de várias atividades econômicas para o controle do Covid-19 impactou em diversos segmentos. Em Minas Gerais, a indústria de artefatos de borracha registrou perda média de faturamento próxima a 50%.

O segmento da indústria de borracha mais afetado foi o voltado para o setor automobilístico e registra retração em torno de 70%. As estimativas de retomada são cautelosas e dependerão dos resultados do setor automotivo, principalmente.

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Além disso, para a recuperação financeira das indústrias, em geral, é preciso que a reforma tributária seja aprovada e reduza o custo Brasil, que vem retirando a competitividade das indústrias nacionais frente ao mundo.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha no Estado de Minas Gerais (Sinborminas) e presidente da Rede Metrológica de Minas Gerais, Roland Von Urban, as indústrias do setor têm como principais mercados os setores de mineração e o automobilístico. Com as medidas impostas para o controle do Covid-19, várias atividades foram afetadas e uma das mais impactadas foram as indústrias automotivas.

“A mineração é o nosso primeiro mercado e não foi muito atingida pelas medidas de isolamento, mas o setor automobilístico, que é o segundo, chegou a suspender a produção. Isso afetou o desempenho da indústria de borracha. Nas unidades que produzem itens voltados para o setor de automóveis, a queda no faturamento chegou a 70% a 80%. Ao todo, o setor registrou perdas que vão de 40% a 50%”, explicou Von Urban.

Para reduzir os prejuízos provocados pela baixa demanda, muitas indústrias optaram por reduzir a jornada e os salários dos funcionários. Também foram suspensos contratos de trabalho.

Apesar das várias linhas de crédito disponibilizadas pelo governo federal para auxiliar as empresas a passarem pelo momento de crise provocada pelo Covid-19, a dificuldade de acessar os recursos ainda é grande e limita o acesso dos empresários.

“Uma parte está sofrendo para acessar as linhas e crédito, principalmente, as indústrias que não têm capital de giro para folha de pagamento. Alguns conseguiram acessar os recursos para pagamento de folha de pagamento, mas, mesmo assim, é um processo muito complicado com muitas exigências”, disse.

Expectativa – Em relação ao restante do ano, Von Urban explica que a retomada das indústrias do setor depende da recuperação da indústria automobilística, que vem mostrando certa evolução no momento. Porém, as incertezas em relação à pandemia são muitas e é difícil estimar o que acontecerá nos próximos meses.

Uma recuperação do setor e das demais indústrias de Minas Gerais e do Brasil dependerá, segundo Von Urban, da reforma tributária, uma vez que o custo Brasil vem comprometendo a competitividade da indústria nacional no mundo.

“Não adianta ter indústrias 4.0, 5.0 se existe uma coisa chamada custo Brasil. Nossa indústria só conseguirá recuperar com pedidos internos e não com produtos vindos da China. Meu sonho é exportarmos produtos acabados para a China. Mas, hoje, com o custo que o empresário chinês trabalha, o empresário brasileiro perde a competição uma vez que os custos com impostos e encargos trabalhistas impede que sejamos competitivos frente a outros países”.

Ainda segundo Von Urban, para superar a crise provocada pelo Covid-19 será essencial aprovar, o mais rápido possível, a reforma tributária. Também será necessário que as indústrias nacionais sejam mais valorizadas.

“Precisamos que a indústria nacional seja prestigiada e não somente a que vem de fora. Não adianta conceder incentivo para que indústrias estrangeiras venham para o País, porque na hora que acontece uma crise, como a provocada pela pandemia, as indústrias encerram as atividades e vão embora. Quem fica, são as nacionais. É preciso valorizar a indústria brasileira”, explicou Von Urban.

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