Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

A extinção de empresas em Minas Gerais, entre janeiro e abril de 2020, aumentou 13,4% em comparação com igual período do ano anterior. No mesmo intervalo, também foi verificada queda de 0,28% na abertura de empresas, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg).

Somente no quarto mês do ano, a queda no número de aberturas foi de 32,5%. A tendência é de aumento nos fechamentos, resultado da crise financeira e da suspensão das atividades em diversos estabelecimentos para controle do novo coronavírus.

Os dados mostram que, de janeiro a abril, foram extintas 13.541 empresas em Minas Gerais, contra 11.941 fechadas no mesmo período de 2019.

Somente em abril, foram extintas 2.706 empresas, frente às 3.005 registradas em igual mês de 2019, o que representa uma queda de 25,27% no fechamento. Na comparação com março, quando foram encerradas 3.372 empresas, houve retração de 24,6% no fechamento.

De acordo com o presidente da Jucemg, Bruno Falci, a tendência é que o número de empresas encerradas aumente devido ao isolamento social. As medidas para evitar a proliferação do vírus causaram o fechamento de muitas empresas e devido ao prolongamento da iniciativa a tendência é de que mais empresas encerrem as atividades de forma definitiva.

“O isolamento para conter a pandemia está se prolongando por mais tempo que o esperado. Na minha visão de empresário do comércio, a pandemia está matando gente, mas, vai morrer muito mais pessoas por causa do isolamento e do fechamento dos negócios. Já estamos registrando baixa nas aberturas de empresas. A tendência é que o número de extinção também cresça. Em abril, frente a igual mês de 2019 e a março, houve uma diminuição dos encerramentos, mas é porque os empresários estão com tantos problemas que não foram resolver mais este”, explicou.

Ao longo do primeiro quadrimestre, a abertura de empresas se manteve praticamente estável, mas já apontando para uma pequena retração de 0,28% e abertura de 15.984 empreendimentos.

Em abril, foram constituídas 2.826 empresas, número 32,5% menor que o registrado em abril de 2019, quando foram abertas 4.189. Na comparação com março, a queda foi de 36,9%, uma vez que no terceiro mês do ano foram abertos, no Estado, 4.486 empreendimentos.

“Minas Gerais vinha em uma recuperação forte da economia, haja vista como estava o desenvolvimento em termos de aberturas de empresas. Mas, já no final de março, com o isolamento e o fechamento dos estabelecimentos, começamos a perceber uma redução da movimentação na Jucemg. Então, no fechamento de abril, o impacto ficou claro e caiu a abertura de novas empresas”, explicou Falci.

Retomada – Ainda segundo o representante da Jucemg, é preciso que ocorra a retomada das atividades econômicas para que a crise não se agrave ainda mais. Ele ressalta que será necessário fazer a abertura com prudência e adotando todas as medidas e recomendações para evitar a proliferação do novo coronavírus.

“É péssima a situação, o cenário não é nada favorável, precisamos respeitar a pandemia, tomar todos os cuidados como o uso de máscaras, higienização, entre outros, mas, precisamos retomar a economia com prudência e cuidado porque o mundo tem que continuar”.