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Fechamento de shopping centers em BH ameaça 20 mil empregos

Alshop revela ainda que 20% dos lojistas não devem resistir a nova restrição ao comércio

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Crédito: Fábio Ortolan
Crédito: Fábio Ortolan

Após ficarem cerca de 130 dias fechados em função das restrições de funcionamento impostas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em combate à Covid-19 no ano passado, os shoppings da capital mineira voltaram a ter que fechar suas portas na última segunda-feira (11), assim como demais serviços não essenciais, a partir de um novo decreto municipal. O que preocupa o setor é que cerca de 20% dos lojistas dos centros de compras instalados na Capital já não terão mais condições de reabrir quando uma nova flexibilização vier a ser anunciada.

A informação é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) e faz parte de um levantamento que indica ainda a ameaça a 20 mil empregos na capital mineira apenas junto aos malls.

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“A perspectiva é tenebrosa, principalmente para Belo Horizonte, onde, no ano passado, já havia sido observado o maior período de fechamento do comércio, prejudicando as vendas do setor. As consequências são inevitáveis, ainda mais agora diante das novas restrições. Os lojistas não terão condições de voltar a abrir e as demissões ocorrerão”, alertou o diretor institucional da Alshop, Luis Augusto Ildefonso.

O dirigente pede maior diálogo à Prefeitura e defende a segurança dos estabelecimentos. Segundo ele, os shoppings seguem um protocolo sanitário rígido determinado com associações do setor e validado pelo poder público.

“Sabemos que os locais com maior índice de proliferação não são os shopping centers, que prezam pela máxima segurança de seus clientes – sejam eles os lojistas ou os consumidores que transitam pelos corredores. O que gostaríamos é que, assim como em outras cidades, a prefeitura se abrisse para um diálogo. Além das autoridades de saúde, o Executivo também precisa ouvir os representantes do varejo para que haja um equilíbrio”, argumentou.

Procurada, a PBH não respondeu a reportagem até o fechamento desta edição.

A entidade cita que 21.746 empresas foram encerradas na Capital no ano passado, segundo o Mapa de Empresas do governo federal, e contesta as restrições, mesmo os dados da prefeitura de que há 156 mil empresas em funcionamento na cidade, 84% do total de empreendimentos.

“A própria OMS já admite que fechamentos desse tipo não surtem efeito algum, a exemplo de localidades que fecharam suas economias como na Argentina, no Reino Unido e cidades como Nova York, onde os casos de Covid-19 não recrudesceram como esperado. Por outro lado, governos estaduais nem sempre ampliam a capacidade da rede de saúde e encontram no setor econômico o seu bode expiatório para medidas sem a devida comprovação”, disse, em nota, o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

ACMinas – Desde o anúncio do recuo nas medidas de contenção do vírus, as principais entidades dos setores de comércio e serviços de Belo Horizonte têm lamentado e contestado a decisão da Prefeitura, inclusive com protestos, e vinham pleiteando uma reunião com o Executivo, em vistas de discutir as novas regras de funcionamento dos estabelecimentos e propor alternativas para a cidade.

Na segunda-feira (11), membros de academias e similares foram recebidos, na terça (12), 25 entidades de comércio e serviços em geral, e ontem (13), foi a vez da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), que, por meio de nota, destacou que a reunião foi “plenamente exitosa” e que um novo encontro entre as partes deverá ocorrer nos próximos dias.

A entidade apresentou cinco propostas: a ampliação do número de leitos hospitalares por meio de parcerias com o setor privado; a reorganização dos transportes públicos da cidade, a fim de se evitar aglomerações; apoio às medidas de desestímulo à realização de eventos e festas; ampliação das campanhas de conscientização da população acerca da doença; e, por fim, a disponibilização urgente de vacinas.

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