Indústria entra em novo ciclo no País com preocupação, diz Fiemg

Entidade manifesta preocupação com gastos públicos, volatilidade dos mercados e custo do crédito e defende medidas para ampliar investimentos, competitividade e geração de empregos
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Indústria entra em novo ciclo no País com preocupação, diz Fiemg
Foto: Divulgação/ Fiemg

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirma, em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (26), que a indústria entra no novo ciclo político e econômico no Brasil, inaugurado pelo resultado das eleições presidenciais, com preocupação diante da trajetória das contas públicas, do nível dos juros e dos impactos da incerteza econômica sobre o custo do crédito, os preços dos insumos e a capacidade de investimento.

A entidade se diz preocupada com a condução fiscal no País, especialmente pela expansão dos gastos públicos e a adoção de medidas de caráter conjuntural durante o período eleitoral. Também menciona que a reação dos mercados nesta segunda-feira, com forte volatilidade, queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros, reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica.

Para a federação, o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve priorizar medidas estruturantes, capazes de criar condições para investimentos, aumento da produção, competitividade e geração de empregos. Também deve priorizar o controle das despesas públicas, o cumprimento das regras fiscais, a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios, além de avançar na abertura e na diversificação de mercados,

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, reitera que o próximo governo precisa criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir. “Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz. O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir. Isso exige responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis”, salienta.

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Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)