Comércio de BH pede adiamento do fim da escala 6×1 para depois do Natal
Preocupados com os possíveis impactos do fim da escala 6×1 sobre as vendas de Natal, representantes do comércio e dos serviços de Belo Horizonte defendem que a transição para a jornada 5×2 comece apenas em janeiro de 2027. Conforme o calendário previsto na Emenda Constitucional (EC) 141/2026, promulgada em 16 de outubro, a mudança deverá entrar em vigor em 15 de dezembro, 60 dias após a promulgação.
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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) defendeu, nesta segunda-feira (26), a ampliação do prazo de adaptação às novas regras para evitar prejuízos ao comércio durante o período natalino. Em nota enviada à imprensa, a entidade informou que pretende atuar em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para acompanhar a regulamentação da medida e propor ao Congresso Nacional alternativas para reduzir possíveis impactos negativos.
A preocupação está relacionada à necessidade de reorganizar equipes durante o Natal, considerado um dos períodos mais importantes do ano para o varejo. A adequação das escalas e dos horários de funcionamento, além de eventuais contratações adicionais, pode representar um desafio para os estabelecimentos justamente quando aumentam o fluxo de consumidores e a demanda por atendimento.
O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, destacou que o comércio se prepara ao longo de todo o ano para o Natal, período decisivo para o faturamento das empresas. “Não somos contrários à melhoria das condições de trabalho, mas precisamos de um período de adaptação que considere a realidade das empresas”, afirmou.
Segundo Souza e Silva, a proposta é adiar o início da nova escala para janeiro de 2027, permitindo que os empresários mantenham o planejamento já definido para o Natal e tenham mais tempo para se adequar às novas exigências.
Pequenos negócios podem enfrentar dificuldades com o fim da escala 6×1
O dirigente também alerta que os pequenos negócios podem enfrentar dificuldades maiores para reorganizar as equipes em um prazo curto. “Diferentemente das grandes empresas, muitos estabelecimentos têm estruturas enxutas e menor capacidade financeira para realizar contratações adicionais, o que torna o planejamento fundamental para manter o funcionamento, a qualidade do atendimento e a sustentabilidade das operações”, afirmou.
De acordo com a CDL/BH, o período natalino concentra oportunidades de aumento do faturamento e de geração de empregos temporários no comércio e nos serviços. Para muitos trabalhadores, essas vagas representam uma porta de entrada para o mercado de trabalho e podem resultar em contratações efetivas.
Na avaliação da entidade, a necessidade de reorganizar as equipes durante a temporada pode comprometer o planejamento das empresas e a capacidade de atendimento em um período estratégico para o varejo.
“Nosso objetivo é contribuir para que essa transição aconteça de forma organizada, com segurança para os trabalhadores e condições para que as empresas continuem gerando emprego e renda. O Natal não pode ser prejudicado por uma mudança para a qual os empresários precisam de tempo para se preparar. Com diálogo e planejamento, é possível construir uma implementação mais adequada à realidade do comércio e dos serviços”, conclui o presidente da CDL/BH.
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