Fórum de Líderes avança em missões para futuro de Minas Gerais
A terceira edição do Fórum de Líderes, ação do projeto Parceiros do Futuro, liderado pelo Diário do Comércio em parceria com a consultoria Spine, realizado nesta quinta-feira (7), na sede do Órbi ICT, no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte, avançou na construção de missões que visam guiar ações efetivas para que Minas Gerais alcance um cenário de prosperidade real no futuro.
O projeto Parceiros do Futuro nasceu, em 2024, a partir de entrevistas com cerca de 40 lideranças de diferentes áreas para entender qual futuro elas imaginam para Minas Gerais e como podemos tornar possível um futuro baseado no bem comum.
Nos encontros anteriores foram desenvolvidos os pilares do Parceiros do Futuro:
- Diversificação econômica, superação da dependência do extrativismo e agregação de valor a produtos, serviços e cadeias produtivas;
- Tecnologia verde e regeneração, com linhas de crédito especiais e produtos de alto valor agregado;
- Geração de riquezas de forma equilibrada, com o fomento à integração entre academia, setor produtivo, governo e sociedade civil.
E nesta edição, temas que já haviam sido levantados como fundamentais para a construção de um futuro próspero e mais justo foram transformados em cinco missões.
- Minas Gerais como hub global de tecnologia e inovação
- Economia verde, circular e transição energética
- Potência agroindustrial e agropecuária
- Estado desburocratizado e fortalecimento do ambiente de negócios
- Turismo, infraestrutura e valorização regional
De acordo com a diretora editorial e presidente do Diário do Comércio, Adriana Muls, o papel do Fórum de Líderes é ir além da proposição de ideias, mas, sim, que cada participante se aproprie da responsabilidade de execução das soluções propostas.
“A gente só vai conseguir fazer se, enquanto instituições e cidadãos, nos apropriarmos da missão de tirarmos esses planos do papel. A responsabilidade é nossa. E, para isso, precisamos somar conhecimentos e esforços. Por isso, agradeço a cada um que se dispõe a participar. Se queremos um futuro, precisamos construí-lo e lutar por ele”, afirmou Adriana Muls.
A importância da cooperação foi ponto em comum entre os participantes, que concluíram pelo protagonismo da sociedade civil para a construção de um futuro mais justo e equilibrado.
“Não dá pra não levar em conta o poder público em um Estado com o tamanho de Minas Gerais. O setor privado tem que ter inteligência para olhar para a política sem levar em conta os partidos. As empresas têm obrigação de trabalhar uma educação democrática. Sem o setor – em todos os níveis – federal, estadual e municipal – nenhuma missão avança”, pontuou o diretor regional de Minas Gerais do Instituto de Relações Governamentais, Gustavo Bernard.
“Plano de Estado só acontece com o protagonismo da sociedade civil. Esse grupo tem toda a condição para isso”, completou o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Marcos Brafman.
“Precisamos de um líder nesse projeto e, pra mim, ele é o Estado. Se a política não é de Estado, ela é de governo e todo governo é de ocasião. Esse é um ótimo momento para levar isso para os pré-candidatos ao governo de Minas Gerais. Se não convencermos o futuro governo – executivo e legislativo – não sairemos do lugar”, destacou o vice-presidente da CDL-BH, Geovane Teles.
Para o próximo Fórum de Líderes, que será realizado em agosto, serão formados grupos de trabalho para detalhar objetivos, metas e propostas de ação dentro das missões estabelecidas.

Fórum de Líderes apresenta ações por um futuro próspero
Durante a terceira edição do Fórum de Líderes, o diretor de Transformação do Negócio da ArcelorMittal – práticas e projetos da ArcelorMittal, Rodrigo Carazolli, apresentou os projetos e programas da companhia direcionados à inovação e uma produção mais responsável dentro dos drives estratégicos:
- Valor para o cliente
- Menor custo em commodities
- Verticalização da cadeia produtiva
- Responsabilidade socioambiental
- Inovação
“Temos um ecossistema robusto, que combina competências internas e externas para gerar valor por meio da inovação. Acreditamos na indústria do aço como pilar da circularidade. A ArcelorMittal é a maior recicladora de sucatas do Brasil e 22% dos fornecedores são pequenos produtores. Entre outros programas, buscamos com especial empenho a promoção da transição para um modelo sustentável e regenerativo. Isso coloca as pessoas no centro das soluções, estimula a inclusão, o uso responsável dos recursos e promove impactos sociais positivos para comunidades”, explicou Rodrigo Carazolli.
Já o fundador da Greco Design, Gustavo Greco, trouxe os primeiros passos do Place Branding desenvolvido para Minas Gerais – uma demanda nascida na primeira edição do Fórum de Líderes, em 2025, que identificou a carência de uma marca Minas Gerais capaz de dizer ao mundo como Minas é e quer ser reconhecida.
“Nunca quis me mudar daqui e sim, mudar aqui. Tive a oportunidade de participar de inúmeros projetos importantes de identidade visual como o Cine Brasil, Circuito Liberdade, e agora do Memorial Brumadinho. Minas Gerais tem o hardware, software, peopleware e virtualware. O que ainda não tem é uma singularidade compartilhada. E essa singularidade não é inventada, ela é desvelada. Devemos descobrir como potencializar aquilo que temos e que as pessoas queiram se relacionar com esse nosso lugar. Ela já existe no cruzamento entre identidade, vocação e percepção. Nosso trabalho é nomeá-la com clareza suficiente para orientar decisões reais”, afirmou Greco.
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