COTAÇÃO DE 17/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2820

VENDA: R$5,2820

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4500

EURO

COMPRA: R$6,2293

VENDA: R$6,2322

OURO NY

U$1.754,86

OURO BM&F (g)

R$298,96 (g)

BOVESPA

-2,07

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa

Gás natural para a indústria terá reajuste de 24,38% em Minas

COMPARTILHE

Crédito: Divulgação
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

O anúncio de reajuste nos preços de venda de gás natural para distribuidoras feito pela Petrobras irá afetar o valor em Minas Gerais. De acordo com a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), o reajuste do gás para a indústria mineira será inevitável.

A partir da próxima segunda-feira, o custo do metro cúbico terá valorização de 24,38%. O incremento nos preços vai afetar o setor industrial, que estava iniciando um processo de retomada após o período mais grave da pandemia da Covid-19.

PUBLICIDADE

A Petrobras anunciou uma elevação de 33% no valor do metro cúbico do gás natural, que passou a valer em 1º de novembro. O reajuste ocorreu devido às variações nas cotações do petróleo e do câmbio.

De acordo com o presidente da Gasmig, Pedro Magalhães, o repasse do reajuste promovido pela Petrobras para o mercado de Minas Gerais (24,38%) vai incluir a indústria e o Gás Natural Veicular (GNV). O preço do metro cúbico para a indústria passará de R$ 1,54 para R$ 1,85. Os preços do gás residencial não serão reajustados, uma vez que a correção é anual e deve ocorrer somente em fevereiro de 2021.

“Ao longo do ano, adotamos a política de igualar os preços do gás natural em Minas Gerais aos de São Paulo. Fomos amortecendo e repassando para o mercado descontos maiores para nivelar com São Paulo. Agora, teremos que balizar o preço conforme a Petrobras. Ainda não sabemos como ficarão os preços em São Paulo, mas acredito que haverá reajuste também. Novos reajustes ou reduções dos valores serão ditados pelo mercado internacional, não depende mais da gente”, explicou.

Para o presidente da Câmara de Energia, Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Humberto Zica, a notícia de um reajuste nos valores do gás traz preocupações para o setor industrial.

“O reajuste vem em um momento delicado para o setor. Agora que estamos começando uma retomada das atividades e da indústria, após o momento mais crítico da pandemia, ficamos bastante preocupados. O aumento vai afetar os custos e a competitividade das indústrias, que já não estavam em situação boa e tranquila. Além disso, não estamos vivendo um momento fácil que permita o repasse do aumento do custo para clientes, que também estão em situação delicada”.

Negociação – Ainda segundo Zica, a Fiemg vai negociar com o governo do Estado para que o reajuste do gás não seja repassado.

“Em outros estados onde o reajuste da Petrobras também foi feito, como no Rio de Janeiro, não haverá repasse dos custos para o mercado. Acho que a Gasmig está em situação muito confortável. É mais um motivo para que tenhamos a abertura do mercado. No mercado livre, haverá competição e as indústrias poderão comprar de outros locais”.

O receio do representante da Fiemg é que investimentos que estavam sendo novamente planejados, em função de preços mais competitivos do gás natural, possam ser suspensos e que ocorram demissões, uma vez que a existe a tendência de reduzir as atividades.

“Neste ano, tivemos reduções nos preços do gás que estavam permitindo que o empresário voltasse a pensar em reativar alguns investimentos para gerar empregos e impostos, mas, com o reajuste, o cenário será o contrário. Muitas empresas irão diminuir as atividades, quadros de funcionários e investimentos. Mais uma vez, Minas Gerais ficará para trás. Além disso, Minas deixará de atrair novos investimentos e indústrias”, disse Zica.

Mais térmicas poderão ser acionadas no País

São Paulo – O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), formado por autoridades e técnicos da área de energia do governo, decidiu manter a possibilidade de acionamento de mais usinas térmicas devido à falta de chuvas na região das hidrelétricas, principal fonte de geração do País, disse o Ministério de Minas e Energia.

O uso adicional das térmicas, cujo custo de operação é maior que outras fontes, teve início a partir de meados de outubro, em meio a preocupações com o nível dos reservatórios hídricos e à retomada do consumo de eletricidade no País apesar da crise do coronavírus.

Especialistas já haviam dito à Reuters que o regime diferenciado de operação das térmicas provavelmente continuaria após as chuvas fracas de outubro, consideradas as piores do histórico para as usinas do Sudeste e do Centro-Oeste e a segunda pior marca para a região Sul.

O Ministério de Energia destacou “a importância da medida, especialmente diante do cenário de poucas chuvas verificado no mês de outubro”.

A pasta também disse que, durante reunião do CMSE na quarta-feira, a estatal Petrobras foi convidada a participar e apresentou “medidas em curso que visam a maior disponibilização de combustível” para que usinas térmicas possam atender a necessidade de geração indicada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato um pedido de comentários sobre a situação da oferta de gás.

Boletim divulgado pelo ministério nesta semana mostrou “aumento acentuado na demanda térmica” por gás a partir da decisão do CMSE de ligar as usinas termelétricas, da ordem de 30%, seguido por nova expansão de 23% na semana seguinte, de 24 a 30 de outubro.

Esse movimento aconteceu justamente pelo acionamento das usinas de energia, uma vez que a demanda não-térmica por gás continuou estável, segundo os dados do governo. (Reuters)

Lucro líquido da Omega Geração avança 19%

São Paulo – A empresa de energia renovável Omega Geração registrou lucro líquido de R$ 37,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 19% na comparação com mesmo período do ano passado, ao reverter perda de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre.

A Omega atribuiu o resultado a um melhor desempenho de seus ativos como usinas eólicas, em meio ao início ligeiramente atrasado neste ano da chamada “safra de ventos” na região Nordeste, segundo balanço divulgado ontem.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 230,6 milhões se desconsiderados efeitos não-recorrentes, com estabilidade na comparação ano a ano.

A empresa disse que foi afetada pela indisponibilidade de usinas, com as eólicas apresentando o pior índice para um trimestre e com a pequena hidrelétrica de Serra das Agulhas, em Minas Gerais, impactada por fortes chuvas no começo do ano que forçaram a realização de reparos ainda em andamento.

A usina em Minas Gerais deve estar novamente em operação no quarto trimestre, acrescentou a Omega.

Essas questões operacionais e “resultados comerciais mais tímidos devido aos impactos gerados pela Covid-19” provavelmente farão com que a Omega feche o ano pela primeira vez abaixo das projeções de seu plano de negócios, mas com “lucro bruto ainda acima de 2019”, disse em nota o CEO, Antonio Bastos Filho.

“Acreditamos que esta combinação de fatores não recorrentes observada em 2020 não deve se repetir nos próximos anos”, afirmou ele, ao destacar que a expansão da empresa deve mitigar impactos de ativos específicos sobre seu portfólio em geral.

Ele também disse que “o quarto trimestre pode ser o melhor do ano”, com a melhoria dos ventos e um provável aumento de preços de energia de curto prazo.

A receita líquida somou R$ 314,4 milhões no trimestre, com alta de 10% na base anual. A empresa fechou o terceiro trimestre com posição de caixa de R$ 1,94 bilhão (+51%) e dívida líquida de R$ 2,6 bilhões.

Crescimento – A Omega espera concluir, ainda em novembro, uma aquisição de ativos de geração eólica na região Sul fechada junto à Eletrobras, enquanto a compra de uma fatia de 50% em parques eólicos da francesa EDF na Bahia anunciada em agosto também deve ser fechada neste mês.

Em paralelo, a empresa tem avaliado outras oportunidades para novos investimentos em ativos que somariam cerca de 460 megawatts em capacidade, acrescentou.

Se todas as transações avançarem, a Omega poderia alcançar 2,3 gigawatts em capacidade até 2022, quase dobrando a capacidade atual, que é de cerca de 1,2 gigawatts se não considerados os ativos com aquisição ainda não fechada.

A Omega ainda disse que uma plataforma digital de comercialização de eletricidade recém-lançada pela companhia negociou mais de R$ 78 milhões em apenas 22 dias de operação, com 42 empresas registradas e 1,6 mil solicitações de cotações. (Reuters)

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!