A Gasmig deve investir R$ 80 milhões para ampliar a rede residencial de gás até dezembro | Crédito: Divulgação

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) está dando continuidade aos planos de investimentos na expansão da rede residencial de gás natural canalizado em Belo Horizonte.

Com investimentos de R$ 28,5 milhões, em 2020, os bairros Gutierrez, Santa Lúcia, Coração Eucarístico, Cidade Nova, Coração de Jesus, Luxemburgo e entorno receberão obras e passarão a ser atendidos com a oferta de gás natural.

Ontem, foram iniciadas as obras no bairro Cidade Nova, onde os investimentos da companhia devem chegar a R$ 11 milhões. Ao longo do ano, e incluindo outras expansões de rede na Capital, a previsão é investir R$ 80 milhões.

A rede de distribuição das regiões acima citadas tem capacidade para atender 17.897 unidades domiciliares e 199 comerciais. Somente no bairro Cidade Nova haverá a construção de 12 quilômetros de rede, que terá uma capacidade de atendimento a 4.892 residências e mais de 50 comércios.

Este ano, a Gasmig já concluiu as obras dos bairros Gutierrez e Coração Eucarístico. Está previsto, ainda para este ano, intervenções no centro de Belo Horizonte, obra está que vai fechar o anel da avenida do Contorno.

Em Belo Horizonte, atualmente, 41.983 clientes residenciais possuem contratos assinados com a Gasmig. Outros 589 contratos são de comércios. Em Minas Gerais, são mais de 55 mil clientes em diversos segmentos de atendidos, como residencial, comercial, industrial e veicular.

Segundo o presidente da Gasmig, Pedro Magalhães, a ampliação da rede na Capital é importante para a segurança dos consumidores e também pelo custo benefício do gás canalizado em relação ao gás liquefeito de petróleo (GLP).

De acordo com os cálculos da Gasmig, a redução de custo é de aproximadamente 40%. A segurança também é uma vantagem a ser levada em conta. Além do uso na cozinha, o gás natural pode ser empregado para aquecimento de água e climatização de ambientes e tem queima mais limpa e mais segura que o GLP.

Outra vantagem, segundo a Gasmig, é que por ser mais leve que o ar, o gás natural, em caso de vazamentos, se dissipa mais rapidamente. Além disso, o fornecimento contínuo do gás natural dispensa a utilização de vasilhames e a necessidade de armazenar energia nas residências e estabelecimentos.

“Nosso tíquete médio mensal para uma residência é de R$ 25, enquanto um botijão de gás GLP custa em média R$ 80. Outra vantagem é o sistema canalizado, que é mais seguro em relação ao botijão de gás, que pode explodir”, explicou.

Plano – Ainda segundo Magalhães, o projeto da Gasmig é investir, até 2022, cerca de R$ 500 milhões na expansão das redes do gás natural residencial, gasoduto e veicular no Estado e atender cerca de 100 mil clientes. Um dos projetos é o complexo do Condomínio Alphaville e o bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, que está em fase de planejamento.

“No Alphaville são cerca de oito condomínios e queremos iniciar, ainda este ano, as obras para a canalização de gás para quatro ou cinco deles”.

Também está em fase de projeto a extensão do gasoduto passando por áreas industriais de Betim, Igarapé, Juatuba, Itaúna até Divinópolis e o gasoduto que vai ligar Jacutinga a Extrema onde já existe um volume de atendimento garantido de cerca de 60 mil metros cúbicos ao dia.