Em greve por tempo indeterminado, professores das escolas particulares de BH realizam nova assembleia na sexta-feira (18)
Após se reunirem em assembleia nesta quarta-feira (16), professores da rede particular de Belo Horizonte e região metropolitana entraram em greve por tempo indeterminado. Uma nova assembleia da categoria já está marcada para sexta-feira (18), às 9h30, no auditório da Fundac, no bairro Lagoinha, em Belo Horizonte, quando os docentes vão decidir os próximos passos do movimento.
A paralisação foi aprovada por maioria qualificada dos presentes, na reunião organizada pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas). O movimento ocorre em meio ao impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026, vencida desde 31 de março.
Divergências
O principal ponto de divergência entre professores e escolas é a proposta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) de dividir a convenção coletiva em dois instrumentos, um para a educação básica e outro para o ensino superior. O Sinpro Minas afirma que a medida enfraquece o poder de negociação da categoria e que o impasse já chegou ao Tribunal Regional do Trabalho, por meio de dissídio coletivo.
Segundo o Sinpro Minas, mais de 50 cláusulas previstas na convenção estão suspensas sem a renovação do acordo. A entidade afirma que estão em discussão direitos como piso salarial por aula, bolsas de estudo para professores e dependentes, limites para duração das aulas e dos intervalos, férias coletivas em janeiro e adicional por tempo de serviço.
Escolas dizem que atividades continuam
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Sinepe-MG afirmou que as escolas particulares mineiras permaneceram abertas e que as atividades educacionais foram mantidas.
Segundo o sindicato patronal, das aproximadamente 4,2 mil escolas particulares de Minas Gerais, não houve registro de dificuldades de atendimento em outras cidades do Estado. Em Belo Horizonte, seis das 811 escolas particulares relataram dificuldades no atendimento às famílias, conforme os dados apresentados pela entidade.
O Sinepe-MG também afirmou que mantém os benefícios dos professores e que segue aberto ao diálogo e à negociação da Convenção Coletiva de Trabalho.
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