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Crédito: REUTERS/Issei Kato

Bruxelas – A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, prevê que os custos mais baixos de cevada e alumínio ajudarão a aumentar os lucros este ano, quando seu presidente-executivo deixará o cargo.

As ações da companhia disparavam mais de 6% no pregão desta quarta-feira (12), com investidores repercutindo positivamente sólidos resultados do 4º trimestre, liderados pelo crescimento no Vietnã, Camboja e Brasil.

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De acordo com a empresa, as receitas devem subir este ano com volumes mais altos, preços e consumidores mudando para cervejas mais caras.

Juntamente com um aumento mais moderado nos custos de insumos, a Heineken deve registrar um aumento percentual de um dígito médio no lucro operacional em 2020, estimou, acrescentando ser muito cedo para avaliar o impacto do surto de coronavírus em seus negócios.

“Somos cautelosos, estamos apenas analisando a situação, mas com certeza não é paralisante, seria uma palavra muito forte, mas terá algumas consequências”, afirmou o presidente-executivo de saída, Jean-François van Boxmeer, em teleconferência.

Impulso do Brasil – A Heineken divulgou ainda que os volumes de cerveja cresceram 4,1% no quarto trimestre, com os aumentos mais fortes no Vietnã, Camboja e Brasil.




“Um final de ano forte”, disse o analista de bebidas da Bernstein Securities, Trevor Sterling, destacando o crescimento de dois dígitos nesses três países.

O Brasil, onde a estratégia de expansão fez com que a Heineken se tornasse a segunda maior cervejaria do País em 2017, agora é o maior mercado da marca.

A estimativa média dos analistas é de crescimento de lucro de 6% este ano, de acordo com um consenso compilado pela empresa. O vice-presidente de Finanças, Laurence Debroux, se recusou a colocar um intervalo numérico na previsão.

As projeções são as mesmas de um ano atrás, no entanto, a empresa atenuou em outubro as expectativas relacionadas ao lucro, dizendo que o lucro operacional aumentaria apenas 4%.

O número final de 2019 antes de itens extraordinários foi de 4,02 bilhões de euros (4,39 bilhões de dólares), um aumento de 3,9% e exatamente em linha com o consenso do mercado.

Em termos regionais, os números de lucro também foram semelhantes às expectativas, com um leve desempenho superior na África, Oriente Médio e Leste Europeu e nas Américas, contra um leve desempenho inferior na Ásia-Pacífico e na Europa.




(Reuters)

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