Crédito: Divulgação/Indi

Já não é novidade que, se por um lado, a pandemia de Covid-19 desacelerou investimentos em setores tradicionais da economia, por outro, acelerou o desenvolvimento de áreas como o e-commerce, de serviços e de produtos para consumo no lar.

No Estado, o movimento também tem sido observado e, mais do que isso, impulsionado pelas estratégias de atuação da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi).

Uma delas diz respeito a uma plataforma virtual inédita no Brasil, o Indi Maps, que foi desenvolvida para otimizar o processo de busca de imóveis no Estado e aprimorar o trabalho de atração de aportes em Minas Gerais.

De acordo com o gerente de Inteligência do Indi, Ivan Pinto, a ferramenta foi implantada há alguns meses e agrega diversas bases de dados em um banco de imóveis públicos e privados disponíveis para comercialização em todo o Estado.

“Temos a base de imóveis, construída a partir de um trabalho de corretagem, em que o próprio governo faz as prospecções de terrenos ou galpões e alimenta o portal; e um conjunto de informações socioeconômicas, demográficas e de infraestrutura de diferentes órgãos e entidades, como IBGE, Ministério do Trabalho e do Emprego, Fiemg e de outros, que a equipe do Indi recebe e dá o tratamento adequado antes de incorporar ao Indi Maps”, explicou.

O serviço é gratuito, permite o cadastro de imóveis por qualquer proprietário e também pelos gestores públicos e já vem sendo acessado por empreendedores e investidores interessados em Minas Gerais.

Alguns exemplos são o caso da implantação da Saint Gobain, em Jacutinga (Sul de Minas), ou, recentemente, do grupo Petrópolis, em Uberaba (Triângulo). Segundo Ivan Pinto, estes projetos contaram com suporte direto do Indi para identificar o melhor local para implantação de seus negócios em Minas Gerais, por meio do portal.

O gerente ressaltou também que a plataforma conta com camadas que buscam identificar no território mineiro uma série de potencialidades para todo tipo de empreendimento. De infraestrutura viária e de escoamento de produção, como rodovias, ferrovias e gasodutos, até redes de apoio como educação, com matrículas por curso
técnico ou superior de cada região.

“O cruzamento destes dados permite ao investidor fazer análises que não seriam possíveis considerando cada informação individualmente. É possível, por exemplo, identificar os potenciais de cada local, os insumos disponíveis e até a infraestrutura da região”, completou.

Por fim, Ivan Pinto lembrou que, anteriormente, todo este trabalho era feito presencialmente. Para isso, equipes da Agência precisavam ser deslocadas para fazer o mapeamento e, somente depois, apresentar aos interessados. Agora, empresas e empreendedores podem fazer o levantamento pessoalmente.

“Outro ponto positivo do Indi Maps é que, em meio à pandemia, dispensa uma série de itens e processos preliminares à atração dos aportes, que antes era rotina do Indi”, concluiu.