COTAÇÃO DE 03-12-2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6790

VENDA: R$5,6800

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,7000

VENDA: R$5,8300

EURO

COMPRA: R$6,3643

VENDA: R$6,3655

OURO NY

U$1.784,10

OURO BM&F (g)

R$321,33 (g)

BOVESPA

+0,58

POUPANÇA

0,4739%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia exclusivo zCapa
Produção do setor no Estado deve recuar 30% neste ano, estima o Sifumg | Crédito: Hugo Delgado - Divulgação

Queda de cerca de 20,8% no número de empresas mineiras em funcionamento durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), passando de 245 para 194. Esse é o saldo, até o momento, dos efeitos provocados pela doença no setor de fundição, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), Afonso Gonzaga.

Os números contrastam bem com as expectativas que o segmento tinha logo no início deste ano, que eram de um crescimento de 6%. Porém, o isolamento social, que visa limitar a propagação da enfermidade, fez com que muitas empresas parassem, provocando toda uma reação em cadeia. “Com o novo coronavírus, o setor automotivo, que consome 55% do que produzimos, parou”, ressalta Gonzaga.

PUBLICIDADE

Agora, o segmento, de acordo com o presidente do Sifumg, deverá produzir cerca de 30% menos do que em 2019. Isso se as coisas voltarem a uma certa normalidade no mês que vem. “No ano passado, Minas Gerais produziu 650 mil toneladas. Neste ano, se realmente caminharmos para uma normalidade dentro de maio, deveremos fechar em torno de 450 mil toneladas”, afirma ele.

No entanto, se essas expectativas não se cumprirem, o quadro deverá ser de mais demissões. “O que é uma situação difícil, temos uma mão de obra qualificada. Foram anos na busca dessa qualificação. A nossa indústria está apta ao atendimento tanto ao mercado interno quanto ao mercado externo. Será um caos”, avalia ele. “Se tivermos que demitir funcionários, teremos uma dificuldade maior de retorno. Nosso segmento produtivo é de extrema importância para a construção do desenvolvimento do País”, ressalta.

Histórico – Apesar de todo esse cenário, Afonso Gonzaga não aposta, por ora, em uma quebradeira sem fim das empresas do segmento, mas poderá haver uma “sobrevivência por existência”, se realmente a situação persistir por muito tempo.
Essa constatação se deve também ao fato de que os empreendimentos do setor estavam em um momento satisfatório antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Tivemos um 2019 extremamente bom, caminhando para a retomada não só do desenvolvimento do País, mas do próprio setor”, destaca ele. “Já 2008 foi extremamente difícil, conseguimos retomar em 2009 e, em 2015, tivemos outro retrocesso. Agora, fomos pegos de surpresa”, frisa.

Mas, mesmo sem falar em quebradeira geral, ele admite que o setor está vivendo muitos desafios. “Estamos usando todos os artifícios, suspensão de contrato, redução de jornada. Apesar de muitas dificuldades, também estamos na busca pelos recursos liberados pelo BNDES. Micro, pequenas e médias empresas têm encontrado dificuldades”.

Contudo, de acordo com ele, o empresário brasileiro tem muita competência e está apto a conviver com as dificuldades. “Somos um País que em 30 anos enfrentou vários planos econômicos, diversidade de situações, e a indústria sobreviveu”, analisa.

No entanto, o presidente do Sifumg acredita que algumas medidas deverão ser tomadas pelo governo para que as empresas continuem com condições de atuar, principalmente depois de vivenciarem a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“O governo federal precisa buscar uma redução na carga tributária, seja no produto, seja na mão de obra. Não podemos estar competitivos quando um País como a China tem um custo tributário em torno de 17% e o nosso é próximo a 40%”, destaca.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!