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Indústria mineira mantém nível elevado de confiança

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Crédito: José Paulo Lacerda

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) marcou 63,9 pontos em novembro e alcançou o mesmo patamar de fevereiro, período pré-pandemia da Covid-19. Os dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) revelam também que é o quarto mês consecutivo em que os empresários mineiros se mostram confiantes.

O número registrado neste mês representa um avanço de 2 pontos em relação a outubro (61,9 pontos) e de 1,3 ponto na comparação com novembro do ano passado (62,6 pontos). Além disso, o indicador está 12 pontos acima da média histórica, que é de 51,9 pontos.

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De acordo com a gerente de economia da Fiemg, Daniela Brito, os empresários observam que “o pior da crise ficou para trás”. Ela lembra que o segundo trimestre foi muito crítico, devido à paralisação das atividades de várias empresas, mas que aos poucos foi ocorrendo a normalização.

Além disso, segundo ela, como muitas empresas aderiram a programas governamentais, como o de manutenção de emprego, e uma parcela da população recebeu o auxílio emergencial, a demanda se manteve, o que fez com que a retomada da atividade industrial fosse mais rápida do que o esperado.

O Icei-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que vão de zero a 100 pontos.

Nesse cenário, o componente de condições atuais apresentou um aumento de 3 pontos em novembro (60 pontos) em relação a outubro (57 pontos). Isso mostra que os empresários têm percebido melhora tanto da economia mineira e brasileira quanto das suas próprias empresas.

Já quando se compara com o mês de novembro do ano passado (56,3 pontos), o incremento no componente de condições atuais foi de 3,7 pontos. O resultado do décimo primeiro mês deste ano, aliás, é o mais alto para o mês na série histórica mensal, que teve início no ano de 2010.

Expectativas – O componente de expectativas, por sua vez, registrou crescimento pela sétima vez seguida. Em novembro, alcançou 65,9 pontos, alta de 1,5 ponto na comparação com outubro (64,4 pontos) e de 0,2 ponto frente ao mesmo período do ano passado (65,7 pontos). Isso revela que os empresários estão otimistas em relação às economias de Minas Gerais, do Brasil e de suas empresas nos próximos seis meses.

Conforme Daniela Brito, apesar de os empresários estarem confiantes, isso não quer dizer, contudo, que eles não estejam cautelosos. “Os empresários estão confiantes, mas ao mesmo tempo também estão cautelosos”, pondera a especialista.

Apesar de os índices de confiança estarem em ascensão, destaca a gerente de economia da Fiemg, eles já estão se acomodando. Isso porque, explica ela, existe toda uma preocupação por parte dos empresários sobre como ficará o cenário com o fim dos programas governamentais de auxílio para o período da pandemia da Covid-19. Além disso, também há preocupação acerca do mercado de trabalho e como ele deverá se portar em um futuro breve.

“Os números ainda deverão ficar em um patamar elevado. Entretanto, já se percebe uma desaceleração”, ressalta Daniela Brito.

Faturamento deve crescer em 2021

Brasília – Em fase de recuperação da atividade após a fase mais aguda da pandemia da Covid-19, a indústria brasileira espera faturar mais em 2021. O resultado consta de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentada ontem na abertura do Encontro Nacional da Indústria, que está sendo realizado de forma virtual neste ano.

Segundo o levantamento, 62% das indústrias acreditam que o faturamento subirá no próximo ano. O resultado vem embalado pela recuperação do setor, com as indústrias tendo ao menos retomado os níveis de produção (70%) e de faturamento (69%) na comparação com os números de fevereiro, antes do início da pandemia do novo coronavírus.

Em relação ao nível de mão de obra, a pesquisa mostrou que 73% das indústrias têm o mesmo número de trabalhadores ativos ou estão com mais empregados na comparação com fevereiro. Apenas 27% estão com menos trabalhadores que antes da pandemia.

De acordo com a pesquisa da CNI, 30% das indústrias ainda estão faturando menos que no período pré-pandemia. Embora 87% das empresas tenham sido afetadas pela crise econômica decorrente do novo coronavírus, 45% declaram que a produção atual é maior que a de fevereiro e 49% estão faturando mais que no segundo mês do ano.

A pesquisa mostrou as estratégias adotadas pelas indústrias para enfrentarem a crise. Segundo o levantamento, 40% das empresas disseram ter buscado novos fornecedores no Brasil (para fazer frente às dificuldades temporárias na importação de insumos); 39% compraram máquinas e equipamentos; 30% adotaram novas técnicas de gestão da produção; e 20% investiram em novos modelos de negócio.

Com a recuperação da atividade industrial nos últimos meses, 52% das empresas registram, no mínimo, a mesma lucratividade de fevereiro – 28% com aumento e 24% com a manutenção das suas margens. Apesar da retomada, 47% ainda operam com menor margem de lucro que antes do início da pandemia. Segundo a CNI, uma causa provável para a queda nos lucros seria a alta nos gastos com insumos, afetados pela alta do dólar, e com energia.

Revolução – Na cerimônia de abertura do Encontro Nacional da Indústria, o presidente da CNI, Robson Andrade, listou os principais desafios do setor no cenário pós-pandemia. Para ele, o País deve buscar fortalecer a estrutura produtiva e retomar a agenda de reformas estruturais para avançar na quarta revolução industrial (com indústrias de alta tecnologia) e no desenvolvimento de uma economia de baixa emissão de gases de efeito estufa.

“Em paralelo às reformas estruturantes, devemos acelerar a nossa adaptação às grandes tendências do século 21. As mudanças climáticas e a quarta revolução industrial já estão presentes no nosso dia a dia e trazem novos desafios para o Brasil”, declarou Andrade. “Necessitamos de uma política industrial que olhe para o futuro, baseada no aumento da produtividade e na transformação das estruturas produtivas. Os investimentos públicos e privados em ciência, tecnologia e inovação são a chave para o País desenvolver modelos de produção e de negócios conectados com a indústria 4.0”, afirmou o presidente da CNI. (ABr)

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